Promessas devidas: 570 dias de “doutrina falsa”

A pandemia é desculpa para tudo. O nosso porto  está encerrado há um ano. O aeroporto funciona a “conta gotas”.  Mas, como reza a Bíblia, “Eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disseram hão-de dar conta no Dia do Juízo. Porque por palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado”. (Mateus 12:36-37) As promessas cumprem-se! Senão não passam de “heresias”…
Decorreram 570 dias desde que foram proferidas palavras ocas no concelho onde chegaram os descobridores da Madeira, João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira.
Promessas deixadas num comício em Machico, de rentrée política, altura em que Paulo Cafôfo fez exigências, que António Costa se prometeu a cumprir: haver uma ligação aérea que aumente a concorrência nas viagens de avião, e haver uma ligação por barco ferry, que funcione todo o ano entre o continente e a Região Autónoma.
Foto de arquivo
O primeiro-ministro comprometeu-se a trabalhar para que existisse essa terceira ligação, e também para a criação de condições no Porto de Lisboa de forma a que fosse possível atracar ferry.
Os madeirenses, mais tarde ou mais cedo vão “cobrar” as promessas.
Este não foi um compromisso com o candidato do PS e com os militantes socialistas. Foi com toda a gente. Ora, esse compromisso só tem valor, em altura de campanha eleitoral?
Essas promessas foram aplaudidas com palavras entusiasmadas: ” Costa amigo, a Madeira está contigo”, com a assistência, interrompendo o discurso de Costa tentando responder sem rimar: “Madeira amigo, o Costa está convosco”.
O Covid-19 abafou a promessa. Mas mais tarde ou mais cedo, este povo ilhéu voltará à carga.
O bem e o mal estão na língua e cada um decide como usá-la…