Albuquerque satisfeito com menos de 100 infectados diários com Covid-19

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Miguel Albuquerque voltou hoje a apelar aos praticantes das modalidades individuais, no dia anterior à sua reabertura oficial, para que não haja concentrações antes ou depois da prática das ditas modalidades. “Está vedado o acesso ao uso dos balneários”, insistiu. Questionado pelos jornalistas sobre o número de casos diários, que ainda ontem rondou as seis dezenas, e sobre se não esperava que, com as restrições implementadas, neste momento esse número fosse já inferior, o chefe do Executivo disse que “com os nossos especialistas, fizemos um cálculo de manter as infecções num número inferior a 100. A pandemia está em contenção, e o que não queremos são surtos descontrolados”.

Desde que o número de infecções seja inferior a 100 [diárias] isso “dá-nos o conforto da capacidade de resposta dos nossos serviços hospitalares e unidades de saúde (…)”. Voltando a falar na importância de manter as actividades económicas abertas, reconheceu: “Estamos um pouco condicionados na Madeira devido à questão do turismo”.

Quando se entra em confinamento, argumentou, “perdemos a capacidade de testagem e de equacionarmos o número de casos”. Por isso, acrescentou, é que quando se desconfinou em países estrangeiros com a Itália ou Inglaterra, o número de casos disparou novamente. “Nós aqui, porque também temos a vantagem de estarmos numa ilha (…) optámos por manter os índices sob controle e monitorização permanente”.

Justificou a sua não opção pelo confinamento com as consequências “económicas e psicológicas”, que seriam “catastróficas”. Adiantou que, na Páscoa, o período de interrupção lectiva será aproveitado “para fazer a vacinação dos professores e funcionários das escolas”.

Esta semana, adiantou, está prevista a chegada de mais vacinas, da AstraZeneca, o que permitirá obter “um número alargado de vacinados”. Se se mantiver este ritmo, Miguel Albuquerque espera que se atinja o objectivo de, no fim de Setembro, ter 70% da população madeirense vacinada.

O presidente do Governo Regional fez-se acompanhar pela secretária do Ambiente, Recursos Naturais e Alterações Climáticas, Susana Prada, na visita que realizou ao Centro de Interpretação da Floresta da Macaronésia, na Quinta do Santo da Serra, um investimento de 121 mil euros.  Na ocasião, considerou que o Centro, vocacionado para as escolas, está “muito bem conseguido” para cumprir uma missão de educação ambiental.

“É muito importante os jovens conhecerem a história do património natural da Madeira”, afirmou, na oportunidade, e bem assim “o esforço que foi feito para a recomposição do coberto vegetal da Madeira, que estava delapidado”.

A Madeira, disse, é hoje um território onde 64 por cento, 515 quilómetros quadrados, tem algum tipo de protecção: ou é parque ou reserva natural, ou é paisagem protegida, ou é sítio da Rede Natura 2000. Isto falando de zonas terrestres. “É dos locais do mundo com maior área protegida”, afirmou.

“Portugal” [não especificou se continental] tem 22 por cento”, disse Albuquerque, como comparação. Mais de 80 por cento do nosso território marítimo, acrescentou, também tem algum tipo de estatuto de protecção, asseverou.