Estepilha: Insular de Moinhos aguarda por nova visibilidade

Rui Marote
O blogue “O Banquete da Palavra”, da autoria do Padre José Luís Rodrigues, a 23 de Maio de 2018,, escrevia: “Este poio de erva no coração da cidade impressiona pelo verde deslumbrante. Porque não se faz disto um subterrâneo visitável convenientemente, e a parte superior um estacionamento ou outra coisa qualquer que desse beleza a esta zona da cidade. Tudo seria bem melhor além disto que se vê e que estão a ver os turistas que devem ficar maravilhados com este desleixo e estado de abandono de uma zona nobre da nossa cidade. O proprietário deste campo de erva de luxo é a Direcção Regional do Turismo. Apreciem as fotos que começa com esta inscrição – «Quem olha para onde todos olham não vê nada» – na parede do edifício da antiga Companhia Insular de Moinhos, que as vozes anunciam vir a ser um hotel. Porém, para aqui todos olham e podem ver claramente a lástima em que está o Largo do Pelourinho na cidade do Funchal”.
Hoje estivemos no local e chamou-nos a atenção a inscrição nas velhas paredes do edifício, que resistiu ao violento incêndio, do dito slogan “Quem olha para onde todos olham não vê nada”
Porém, a mão do homem vai transformar em 547 dias  aquele poio de erva num lugar de luxo e beleza visitável a madeirenses e turistas desta zona nobre da cidade.
As muralhas de São Filipe ficarão integradas neste complexo e deixarão de ser para a Direcção Regional de Turismo uma dor de cabeça, e sim um cartão de visita.
Até lá, ficamos a “Olhar para onde todos olham”, dado que ver é para poucos.