Terra e mar paralisados testemunham momentos difíceis da pandemia

Rui Marote
Finalmente a paisagem da Pontinha deixou de ser um deserto. Os cabeços, forrados com plásticos negros, autênticas “fraldas” afastando as gaivotas desses “poleiros” para os mesmos não serem conspurcados com os excrementos, voltam a receber os cabos nas respectivas amarrações. Hoje o Ile de Sein, o navio que vem instalar o cabo submarino, quebrou um jejum prolongado de 11 meses.
O nosso alerta ao cais assoreado no varadouro de São Lázaro foi ouvido, e esta manhã o catamarã de uma empresa turística utilizou-o para receber novas balsas devidamente certificadas, aproveitando este interregno em que a procura de viagens turísticas é quase inexistente. Os stands e escritórios de apoio estão encerrados.
Porém, assistimos esta manhã ao embarque de quatro passageiros numa empresa de catamarã que teima em “remar ” contra esta pandemia.
Futuro incerto, dizia-nos um proprietário. Resta saber até quando? A esperança é a última a morrer… Resta-nos o dito de um velho lobo do mar, barcos varados, gaivotas em terra…