CDS-PP quer que medidas anunciadas pelo Governo da República se estendam às regiões autónomas

O CDS-PP Madeira quer que, algumas medidas anunciadas ontem pelo Governo da República, se estendam às Regiões Autónomas. Foi o que sublinhou o líder parlamentar centrista, António Lopes da Fonseca, numa conferência de imprensa. Fonseca insistiu que as medidas anunciadas pelo ministro Siza Vieira devem chegar à RAM. “Nós não podemos perceber nem entender que continue a ser o Orçamento Regional a derramar e a apoiar o sector empresarial e social da Região com verbas exclusivamente do seu orçamento. Neste momento, os apoios ao sector empresarial da Região, que rondam já os 160 milhões de euros, foram exclusivamente com verbas do Orçamento regional e, por isso mesmo, nós queremos, nomeadamente com duas medidas que se implementaram no Continente, que as mesmas sejam estendidas à Região”.

Nomeadamente a Isenção da Taxa Social Única (TSU) para as micro, pequenas e médias empresas é uma exigência que o CDS considera urgentíssima que se estenda à Região Autónoma da Madeira.

O CDS quer ainda isenção e suspensão das Rendas que as micro, pequenas e médias empresas pagam, porque neste momento, esta medida, está a beneficiar o sector empresarial nacional “e nós, madeirenses e portosantenses, ficamos mais uma vez de fora”, insistiu.

O partido quer que todas as medidas que se referem ao Reforço da Remuneração e que têm a ver directamente com a passagem ao lay-off de todos os trabalhadores também se apliquem na Madeira.

“Para nós, CDS, a Madeira e os Açores, não podem ficar de fora destas medidas que foram anunciadas pelo Governo da República, sob pena de haver aqui dois países e não um só país, uma nação”.

“Ou estas medidas se estendem à Região ou os madeirenses e portosantenses começam a ver que há, de facto, um Governo da República mas as medidas que são importantes para as empresas e para os sectores sociais não se estendem à Região. Se assim for, provavelmente terão de começar a equacionar se há, efectivamente, dois países ou um só país”, sentenciou o dirigente da bancada centrista.