CDS-PP quer atenção para os lesados do BES e do BANIF

O CDS-PP-Madeira, junto do grupo parlamentar da Assembleia da República, vai procurar que seja priorizado o agendamento do projecto apresentado na Assembleia Legislativa Regional, referente aos lesados do BES e do BANIF, no sentido de que o Governo da República possa solucionar rapidamente este problema, referiu hoje a parlamentar centrista Ana Cristina Monteiro. Numa conferência de imprensa, a deputada frisou que o partido que representa tem vindo a chamar à atenção sobre a situação dos emigrantes lesados do BES e do BANIF porque “considera inadmissível que estes emigrantes lesados da Banca Portuguesa, continuem no esquecimento do Governo da República”.

“Não é possível que o Governo da República continue a injectar dinheiro no Novo Banco, continue a injectar dinheiro na TAP, em empresas públicas, enquanto os nossos emigrantes lesados do BES e do BANIF continuam à espera”, insurge-se.

O CDS-PP Madeira apresentou um Projecto de Resolução, na Assembleia Legislativa da Madeira, com o objectivo de o Governo da República dar um tratamento igualitário aos lesados do papel comercial, para que o emigrantes lesados do BES consigam obter um tratamento igual e possam obter uma resposta idêntica àquela que foi encontrada para os lesados do papel comercial.

Os emigrantes lesados do BES e do BANIF são tão portugueses como os que cá residem, pelo que têm os mesmos direitos, diz o CDS.

“No caso específico do BES, estamos a falar de 400 milhões de euros que estas pessoas perderam! Não podemos continuar à espera e sem respostas!”, disse Ana Cristina Monteiro.

“Os lesados do BES têm mantido contacto com o Governo da República, em reuniões, mas esse contacto já se prolonga há um ano e ainda não vimos materializada nenhuma solução. Ainda não houve, no fundo, nenhuma resposta! E é nesse sentido que o CDS-PP Madeira vai diligenciar, junto do Grupo Parlamentar na Assembleia da República, para que priorize a discussão desta proposta, que será aprovada na próxima semana, para que se possa encontrar, o mais rápido possível, uma solução para esta lamentável situação”, refere a deputada.