Sem-abrigo tomam conta da cidade e dos seus marcos; chegam a exigir apartamentos

*Com Rui Marote

O Funchal Notícias já documentou em pormenor, em artigos anteriores, a “saga” deste sem abrigo, que se converteu num autêntico inquilino da muralha da antiga Fortaleza de São Filipe, muralha essa hoje encavalitada em cima de uma ponte da Ribeira de Santa Luzia. Trata-se, na realidade, de uma autêntica moradia ali instalada, à semelhança do que acontecia antigamente em determinados terrenos baldios, com o pequeno pormenor de esta se situa mesmo no centro do Funchal, e num elemento de suposto interesse histórico e arqueológico. O mais curioso é que as entidades competentes, neste crescendo de sem abrigo, alcoólatras, toxicodependentes e marginais que povoa por estes dias o centro da cidade, se mostram impotentes para resolver a situação. Segundo apurou o FN de fonte mais que fidedigna, a Câmara Municipal do Funchal propôs um quarto a este senhor, para alojamento. Mas o mesmo, que se faz, como é costume hoje em dia, acompanhar de canídeos (sem trela, sem coleira e sem vacinas, muito provavelmente, ao arrepio do que é exigido a todos os cidadãos) exigiu nada menos que um apartamento, para deixar o local, pelo que se mantém o impasse… há meses…