CMF aprovou empréstimo de 5 milhões de euros; PSD foi o único a votar contra

A Assembleia Municipal do Funchal aprovou esta tarde, em sessão extraordinária, a contracção de um empréstimo de 5 milhões de euros pela Câmara Municipal do Funchal, “para ajudar as famílias, as empresas e as associações do concelho a fazerem face às dificuldades provocadas pela pandemia de COVID-19″, refere um comunicado. A aprovação do empréstimo decorreu dos votos favoráveis da Coligação Confiança e da CDU, a abstenção do CDS, do PTP e do deputado independente Orlando Fernandes. O PSD foi o único partido a votar contra o empréstimo, refere um comunicado.

O edil Miguel Silva Gouveia não tem dúvidas de que “esta será uma ajuda fundamental para os funchalenses no momento em que nos encontramos, sendo que cerca de metade do empréstimo vai para Apoio Social, Educação e Cultura; a outra metade destina-se a ajudar os empresários do concelho.”

O presidente elogiou “a responsabilidade de quase toda a Oposição numa situação tão difícil como aquela que estamos a viver”, sublinhando que este “é o momento de mostrarmos aos funchalenses que ninguém fica para trás, e que a autarquia, e todos os autarcas eleitos para servir a população, não podem falhar naquele que poderá vir a ser o ano mais difícil de todos. Temos o dever de apoiar quem precisa, quando a nossa gente mais precisa.”

Sobre o voto contra do PSD, mesmo perante o consenso das restantes forças partidárias, Miguel Silva Gouveia diz que “não esperava mais por parte de quem chumbou um Orçamento Municipal e obrigou o Funchal a enfrentar uma crise como esta sem recursos que eram necessários para a população. Não podíamos esperar mais de um partido que tem chumbado tudo e mais alguma coisa, e tem patrocinado um cerco financeiro a esta Câmara, fazendo tudo o que pode para preservar os seus próprios interesses à custa dos funchalenses, que ao longo de todo este mandato têm sido danos colaterais de uma estratégia política, mesmo durante a crise que estamos a viver.”

O edil deixa, por fim, a certeza de que, “com muito esforço do Município, mas justamente por sabermos que este é um ano especialmente difícil para as nossas famílias e empresas, vamos continuar a fazer tudo o que pudermos, sem nos deixarmos intimidar pela agenda partidária dos mesmos de sempre. A seu tempo, os funchalenses saberão tirar as devidas conclusões sobre os valores aqui em jogo.”