Rui Barreto recebe uniões sindicais e presidente do Conselho Económico e da Concertação Social

O secretário regional da Economia, Rui Barreto, reúne-se amanhã, pelas 10 horas, com a USAM – União dos Sindicatos da Madeira, seguindo-se, pelas 12 horas, uma audiência com o presidente do Conselho Económico e da Concertação Social – CECS, Ivo Correia.

Já hoje foram recebidos na Vila Passos os representantes da UGT-Madeira.

Trata-se de encontros com o objectivo de receber contributos para o Plano de Recuperação da Economia da Região, que neste momento está em preparação, estando nesta fase os trabalhos a decorrer sob a alçada do Conselho Consultivo de Economia (CCE).

As audições aos partidos políticos terminaram no dia 8 de Setembro.

Segundo nota da Secretaria, na oportunidade, o governante salientou, desde logo, a importância das medidas de apoio às empresas e aos trabalhadores que têm sido implementadas pelo Governo Regional, no sentido “de manter as empresas vivas e os empregos”. Exemplo disso é a Linha Investe RAM que, segundo Barreto, “tem um objectivo único: as verbas apoiadas são para o pagamento de salários”.

No que diz respeito ao PERAM, Rui Barreto garante que o documento “de orientação e de fixação de objectivos” que se encontra a ser elaborado pelo Conselho Consultivo de Economia vai juntar os “melhores contributos para as melhores soluções”. “Recebemos os contributos e agora vamos sistematizá-los e alinhá-los com os meios de que dispomos”, afirmou. O secretário regional assumiu também que é objectivo deste Governo trabalhar em conjunto “no sentido de garantir a estabilidade laboral alcançada”.

“Partilhamos (Governo e Uniões Sindicais) do mesmo modelo de economia social de mercado, modelo esse que foi criado e sustentado pelo socialismo democrático, pela social democracia e pela democracia cristã”, sublinhou. “Nós acreditamos na concertação social e acreditamos que as soluções devem ser seladas entre o Governo Regional, as associações empresariais e as organizações representativas dos trabalhadores”, afirmou.

No que concerne às preocupações deixadas pela UGT- Madeira, de salientar situação laboral dos trabalhadores, bem como com o aumento do desemprego devido à pandemia. Como prioridades, a União Sindical apontou o maior investimento público; proteção das empresas e da classe trabalhadora; reforço das verbas da Segurança Social; diminuição da carga fiscal, nomeadamente do IVA, e uma maior aposta na agroindústria.

A fase que se segue, após as audições da USAM, da USI e do Conselho Económico e da Concertação Social, agendadas para amanhã e sexta-feira, será a finalização e sistematização todos os contributos, para posteriormente o CCE produzir um documento que será alinhado com o PERAM, tendo em conta os meios financeiros de o Governo vai dispor, ou seja,  o instrumento de recuperação e resiliência e o Quadro Plurianual de Investimentos.