Cafôfo quer apoios a fundo perdido e redução de carga fiscal para salvar as empresas

O presidente do PS-Madeira, Paulo Cafôfo, defendeu hoje, na Jornadas Parlamentares do PS, que se realizaram no Salão Nobre da Assembleia Legislativa da Madeira, um maior apoio ao tecido económico regional, com especial enfoque no turismo, através de apoio a fundo perdido e da redução da carga fiscal.

Paulo Cafôfo entende que actualmente a população está a experienciar um momento difícil, mas “há que encarar com realismo e com toda a determinação para podermos dar a volta a essa situação económica e social complexa”.

O também deputado socialista no parlamento regional frisou a importância do turismo, “o principal sector da nossa economia”, pelo impacto que tem nas receitas, no emprego, e porque é transversal a toda a economia, por abranger diferentes sectores indirectamente.

Paulo Cafôfo afirmou assim que “a recuperação económica não pode ser feita sem a recuperação do turismo”, dando especial enfoque à “confiança”.

“A confiança numa crise de saúde como está que nós vivemos é essencial para quem pretende viajar”, apontou, reforçando a necessidade de apostar em mais promoção do destino no exterior, dando especial destaque ao papel que a AP-Madeira deverá ter.

Paulo Cafôfo refere que durante as últimas semanas foram consultados diversos agentes turísticos, como forma de se inteirar dos reais problemas do sector, mas também para procurar, junto dos mesmos, encontrar propostas e soluções que visem a retoma de todo o sector e a, consequente, alavancagem de toda a economia regional. Uma das grandes necessidades apontadas pelos empresários prende-se com liquidez, ou seja, montantes  disponíveis para pagar salários e outras despesas.

“Apoios a fundo perdido e redução da carga fiscal são essenciais para sobrevivência das empresas”, defendeu, referindo que são medidas “há muito defendidas pelo PS-Madeira” e que são “fundamentais neste momento”.

“Porque aquilo que os empresários nos dizem é que a maior parte das empresas nem vão chegar até ao Natal, e isso é absolutamente assustador”, declarou.

 Por fim, Cafôfo referiu que “o Governo Regional tem mascarado a realidade com números que não correspondem à realidade”, explicando que não corresponde à verdade dizer que a linha ‘INVESTE RAM’ já salvou mais de 26 mil empregos.

“Os empregos que foram salvos, até à data, devem-se, essencialmente, ao layoff. Uma medida e um apoio a fundo perdido dado pelo Governo da República”, apontou, ao mesmo tempo que referiu falhas nas linhas criadas pelo Governo Regional, nomeadamente a lentidão das mesmas, dando conta da “má gestão” do executivo em todo este processo, desde o início da crise sanitária.