Coligação governativa está coesa e não vai ‘rebentar’ nem por dentro nem por fora

Fotos Funchal Notícias.

Para desgosto da oposição, a coligação PSD/CDS não vai ‘rebentar’ internamente nem a impulso externo.

A convicção é de Rui Barreto que, em entrevista ao Funchal Notícias, assegura que o compromisso é de Legislatura e para levar até ao fim, até 2023.

O líder regional do CDS e secretário regional da Economia adianta que isso não significa que PSD e CDS estejam sempre de acordo. O que devem agir é com “maturidade”.

“Não precisamentos de estar todos os dias de acordo para termos a noção que é um projeto de estabilidade para 250 mil madeirenses. Com um programa que foi trabalhado pelos dois partidos. É assim que gosto de estar. Numa relação de compromisso e de trabalho. Estou focado nisso. Estamos melhor hoje do que quando partimos juntos”, assegurou.

A cohabitação existe há quase um ano e Rui Barreto reconhece que as desconfianças iniciais foram ultrapassadas e a pandemia veio “redobrar a coesão interna”.

Sobre a avaliação de desempenhao de cada um dos governantes, sobretudo dos dois indicados pelo CDS (Rui Barreto e Teófilo Cunha), Rui Barreto disse que não está preocupado com esse barómetro entre governantes do CDS e do PSD. A partir do momento que assumem funções, são secretários do mesmo Governo, ao serviço da Madeira.

“Nas bases dos dois partidos isso [avaliação de desempenho] poderá ocorrer e é normal. O governo funciona como uma equipa de futebol. Às vezes os adeptos assobiam a sua prória equipa quando acham que a sua própria equipa não está a jogar bem. Temos de estar focados em dar o nosso melhor e suar as estopinhas, com grande espírito de entre-ajuda. Numa equipa de 11 ninguém joga sozinho, ninguém ataca sozinho, ninguém defende sozinho. Sinto que existe um espírito de grande coesão dentro do governo”, referiu.

Segundo Rui Barreto, os episódios em que, aparentemente, há divergências internas são criados mais pela comunicação social. Foi o caso da Invest Madeira e da Horários do Funchal. Com um propósito de criar um mal estar entre ele próprio e o vice-presidente do Governo Regional, Pedro Calado, que não existe.

“Sei qual é o meu papel. O Sr. vice-presidente sabe qual é o seu papel. Tenho um belíssimo relacionamento com o Sr. vice-presidente do Governo, quer com o presidente e demais colegas de Governo. Não há nenhuma situação em que estejamos a ultrapassar aquilo que é o âmbito de competências. As situações que vieram a públicos foram explicadas, estão ultrapassadas e seguimos em frente”, explicou.

“Nunca, em circunstância alguima, quando houve uma situação menos clara ou que necessitasse de clarificação, senti da parte do president edo Governo qualquer obstáculo ao diálogo. Sempre revelou grande abertura ao diálogo. Isso é revelador da maturidade com que estamos neste governo”, rematou.

Já o relacionamento com o Governo da República é “historicamente difícil”. As desconfianças são mais do Governo Central, tendencialmente centralizador. Ainda assim, em defesa da Autonomia, Rui Barreto revelou que “tem de haver linhas abertas de diáologo” e tem notado isso na sua áre ade governação, com o Ministro Siza Vieira.