Sindicato dos Bombeiros Sapadores acusa a CMF de incumprimento e pondera acção judicial

Um dirigente do Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores, Ricardo Cunha, partilhou com o FN uma informação que a estrutura sindical que representa partilhou com os Bombeiros Sapadores do Funchal. Numa altura em que a CMF se prepara para comemorar o 25 de Abril com fogo de artifício, em plena pandemia e com todas as carências que se sabem, e a economia parada, este responsável vem denunciar o modo como, alega, a autarquia funchalense falhou com uns acertos salariais com 30 bombeiros sapadores, mesmo após ter-se comprometido em regularizar tudo este mês. O comprometimento, garante, foi feito com os bombeiros sapadores, com este sindicato e inclusive com os deputados da Assembleia Municipal.
Ricardo Cunha garante que os bombeiros, apesar das adversidades continuam a socorrer os munícipes com o profissionalismo que os distingue.  Como é possível tratar-se este profissionais desta forma?, lamenta. Os Sapadores Bombeiros são os únicos bombeiros verdadeiramente profissionais, que prestam socorro todos os dias do ano, 24h por dia e respondem às chamadas para socorro ao segundo”. Mereciam outro tipo de tratamento, sublinha.
A informação que partilhou connosco, também enviada aos bombeiros funchalenses, informa estes profissionais que decidiu avançar com uma queixa judicial contra o Município do Funchal, por ter falhado com o compromisso. Em causa estão vencimentos em atraso, com retroactivos, fruto da alteração da carreira dos bombeiros profissionais da administração local, já para resolver desde Setembro do ano passado. Foi dito aos bombeiros que a situação estaria regularizada em Março, depois em Abril, mas até agora, nada.
O Município, diz este sindicato, ignorou todas as tentativas de diálogo com o mesmo, pelo que o sindicato resolveu avançar com a acção judicial por considerar que esta seria então a única forma de comunicar com a autarquia, o que lamenta.
“Depois de uma interpelação do nosso departamento jurídico dirigida ao presidente da Câmara Municipal do Funchal e aos recursos humanos, o Município do Funchal respondeu ao SNBS por escrito dizendo “que iriam cumprir com as suas obrigações até ao final do mês de Abril de 2020, e que o atraso se deveu a situações em que a Autarquia seria alheia e que considerava imprudente a tomada de acções judiciais da nossa parte, porque nunca falharam com os bombeiros”. Mas, como até agora a CMF não cumpriu com o pagamento da retroactividade, o sindicato lamenta a situação e a actuação da CMF, com a qual, acrescenta, a provável maioria dos munícipes não se identifica.

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