Força Aérea pode transportar reclusos libertados na Região mas que não têm família cá

Ireneu Barreto apela ao confinamento rigoroso, diz que os idosos são os que sentem maiores dificuldades de cumprimento e afirma que tem visto alguns aglomerados.

O Representante da República considera que a Madeira tem cumprido, na globalidade, as recomendações das autoridades, relativamente ao recolhimento e ao distanciamento, mas admite que ainda vê, no Funchal, alguns ajuntamentos, adiantando que os mais resistentes são os idosos, que têm dificuldade em seguir as orientações. Ireneu Barreto apela uma sensibilização por parte dos filhos. “Fiquem em casa, de um momento para o outro os números podem disparar”.

Num momento em que estamos a entrar na fase mais restritiva, designadamente a impossibilidade de circular fora do concelho de residência, entre 9 e 13 de Abril, o período da Páscoa, Ireneu apela ao confinamento rigoroso e afirma que as autoridade estarão atentas às movimentações, com indicações para atuação com rigor e dentro do que prevê a legislação em vigor num estado de emergência.

Em entrevista à agência Lusa, Ireneu Barreto abordou “aquilo que pode vir a ser um problema na componente dos estabelecimentos prisionais. Lembra que no estabelecimento prisional do Funchal estão muitos reclusos que não são da Região e que não têm família cá, pelo que se forem libertados será mais difícil o enquadramento. Penso que, se for necessário, a Força Aérea estará disponível, como sempre, para transportar essas pessoas para as suas zonas onde têm famílias”.

Quanto a apoios reivindicados pela Região junto da República, Ireneu Barreto ressalva que o governo central está neste momento centralizado na saúde. “No entanto, vamos conseguir defender os interesses da Madeira, designadamente a moratória no pagamento das prestações do PAEF, mas também num empréstimo com o aval do Estado”.