DGS faz recomendações aos profissionais de saúde

A Direção Geral de Saúde tem vindo a publicar várias recomendações destinadas a grupos específicos de profissionais, além das indicações à população em geral, sendo que relativamente aos profissionais de saúde, que estão na linha da frente da prestação de cuidados a doentes com COVID-19, há um risco acrescido, para o qual nunca é demais alertar.

A DGS refere que “o risco de exposição profissional a SARS-CoV2 deve ser minimizado pela adoção de todas as recomendações de prevenção e controlo de infeção, incluindo o uso do equipamento de proteção individual (EPI). A identificação precoce de sintomas nos profissionais de saúde permite assegurar o seu adequado encaminhamento clínico e definir as medidas de controlo da infeção e de prevenção adequadas, para todas as pessoas que se encontram nas instituições de saúde”.

“Esta Orientação pode ser atualizada a qualquer momento, tendo em conta a evolução do quadro epidemiológico de COVID-19 em Portugal. As situações não previstas nesta Orientação devem ser avaliadas caso a caso.

No que diz respeito aos procedimentos a adotar, os profissionais de saúde devem cumprir as recomendações de prevenção e controlo de infeção, nomeadamente a Higiene das Mãos (Norma 007/2019 da DGS em vigor), e a utilização de máscara cirúrgica (ou o EPI adequada para a atividade clínica) de acordo com as recomendações para a Pandemia COVID-19, conforme Orientações e Normas da DGS. Os profissionais de saúde devem realizar auto monitorização diariamente por forma a identificar precocemente sintomas sugestivos de COVID-19.

A auto monitorização engloba: − A medição da temperatura timpânica e respetivo registo; − A confirmação da ausência de sintomas de COVID-19, pelo reg Os Serviços de Saúde e Segurança do Trabalho/Saúde Ocupacional (SST/SO) dos serviços de saúde devem certificar-se que os profissionais de saúde têm acesso a tabelas baseadas para registo dos sintomas a monitorizar.

Outros sintomas podem ser equacionados pelos Serviços de SST/SO, assim como a adoção de critério de febre para temperatura inferior a 37,8ºC (temperatura timpânica). A auto monitorização deve ser reportada aos respetivos Serviços de SST/SO, mediante os meios de comunicação considerados mais adequados (ex. aplicação móvel, e-mail, etc.). Sem prejuízo dos procedimentos de vigilância de saúde dos trabalhadores, estabelecidos na Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, na atual redação, cabe aos Serviços de SST/SO procederem à análise de sintomas auto reportados pelos profissionais de saúde potencialmente expostos a SARS-CoV-2 e das situações de risco com exposição ao SARS-CoV-2. 3.

Abordagem de caso suspeito em profissional de saúde no local de trabalho: se durante a auto monitorização forem detetados sinais e sintomas de COVID-19, o profissional de saúde será considerado Caso Suspeito (Orientação 02A/2020 de 25 janeiro, atualizada em 09 de março) e deverá dirigir-se para a sala/área de isolamento adstrita à respetiva Unidade/Serviço do Hospital, de acordo com o Plano de Contingência Interno. Na sala/área de isolamento, é efetuada a colheita de amostra para diagnóstico laboratorial de COVID-19. Se o resultado laboratorial for positivo, o mesmo deve ser comunicado pelo Serviço de SST/SO ao Profissional de Saúde e à Autoridade de Saúde Regional, para vigilância de contactos próximos.

Classificação do tipo de contacto próximo:

  • Alto risco de exposição. um profissional de saúde é considerado contacto próximo de alto risco quando tenha exposição associada a cuidados de saúde, na qual se inclui a prestação direta desprotegida de cuidados a casos confirmados de COVID-19 (isto é, sem uso de EPI adequado à atividade assistencial respetiva) OU contacto, através das mucosas, com fluidos orgânicos de doente infetado com SARS-CoV-2 OU contacto desprotegido em ambiente laboratorial com amostras biológicas de SARS-CoV-2. 4.2. Baixo risco de exposição Considera-se que o profissional de saúde é contacto próximo de baixo risco quando tenha exposição a doente com COVID-19 SEM prestação de cuidados diretos e sem uso de EPI.

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