Coronavírus: Cadeia toma medidas mas guardas prisionais estão apreensivos por não poderem usar máscara

Os guardas prisionais estão apreensivos por não poderem utilizar máscara protetora.

Dizem que são ordens superiores para não alarmar a população reclusa.

Esta proibição causa imensa preocupação ao Corpo da Guarda Prisional, dado que os reclusos continuam a ser visitados por advogados e tiveram visitas nos períodos anteriores à última proibição da DGRSP das visitas em todos os EP´s.

Os guardas prisonais não se sentem minimamente protegidos e até já adquiriram, a expensas próprias, disinfectantes, luvas para as mãos e máscaras.

Fonte do corpo da guarda prisional adiantou ao Funchal Notícias que se trata de um contra-senso quando outras instituições como hospitais, centros de saúde, farmácias, etc. estão a usar máscaras.

Ao que tudo indica, na Portaria do EP Funchal, nenhum guarda está autorizado a usar máscara, no entanto os fornecedores de bens e serviços usam quando entram.

Relativamente à população reclusa, apenas usam máscara os faxinas dos refeitórios, os que trabalham na cozinha e os que transportam a comida.

Na zona prisional os reclusos comem no interior das celas, depois podem ir juntos para as salas de convívio das alas prisionais. Também podem ir para os pátios todos juntos.

Segundo conseguimos apurar, ao abrigo do Plano do Contingência no EP FUNCHAL, o que foi feito foi o controlo, desde o dia 17/03/2020, da temperatura dos guardas prisionais à entrada da Portaria do EP, na parte da manhã e após o período do almoço.

Outras medidas também foram tomadas como por exemplo, a mercadoria do exterior é descarregada na zona adjacente à Portaria e depois transportada para o Armazém e Cozinha.

Não são recebidos sacos entregues pelos visitantes.

As visitas foram suspensas na totalidade, durante os dias úteis e aos fins de semana.

As brigadas de reclusos do RAI/E não saem para o trabalho no exterior.

Estão a ser efetuadas limpezas e desinfeções diárias na zona prisional e entre-muros, existe uma brigada de reclusos custodiada por um guarda prisional a limpar as áreas da cadeia.