Festival de Teatro Escolar Carlos Varela estreia com uma sátira aos excessos da sociedade

Arrancou hoje a XXVIII edição do Festival Regional de Teatro Escolar Carlos Varela. Durante a presente semana, estarão a concurso, no palco da Escola Secundária Jaime Moniz, 101 alunos, orientados por 16 coordenadores de oito escolas diferentes da RAM.

Estiveram, na cerimónia de abertura, a presidente do Conselho Executivo, Ana Isabel Freitas, a vereadora da Cultura da CMF, Madalena Nunes, e o Secretário Regional da Educação, Ciência e Tecnologia, Jorge Carvalho. A presidente do conselho executivo deu a todos as boas-vindas, fez um agradecimento público aos professores responsáveis pela promoção do evento e cumprimentou os membros do júri, salientando a importância dos grupos poderem apresentar no festival os trabalhos que têm vindo a desenvolver nas suas escolas.

A vereadora da cultura convidou os presentes para a Semana das Mulheres 2020, promovida pela Câmara Municipal do Funchal, no âmbito da comemoração do Dia Internacional da Mulher, que disponibilizará atividades diárias para os públicos infantil, juvenil e sénior. Madalena Nunes relembrou ainda que o Prémio Carlos Varela terá entrada direta no Teatro Municipal Baltazar Dias e que esta possibilidade se deve a um protocolo celebrado entre a Câmara Municipal do Funchal e a Escola Secundária Jaime Moniz.

O Secretário Regional da Educação saudou a equipa de produção do XXVIII festival, relembrando o seu mentor, o professor Carlos Varela, e o peso das artes na formação integral do aluno. Desejou a todos uma boa semana de trabalho, recordando que também ele já integrou o elenco de jurados.

O 2º ano do Curso Profissional das Artes do Espetáculo do Conservatório – Escola Profissional das Artes foi o grupo convidado para a abertura e apresentou a peça “O Mundo como está”, criação coletiva do conto homólogo de Voltaire, sob orientação do professor João Paiva. A falta de valores nos humanos atraem a cólera dos génios da Alta Ásia. Reúnem-se em assembleia para decidirem se devem castigar Persépolis ou destruí-la. O espetáculo é uma crítica aos excessos que norteiam os comportamentos humanos.