Paulino Ascenção afirma que “Albuquerque comprou uma guerra e tem de engolir a arrogância”

O líder regional do Bloco de Esquerda emitiu hoje uma nota sobre o pedido de exoneração por parte do diretor clínico do SESARAM, Mário Pereira, na sequência da demissão de mais de 30 diretores de serviço e coordenadores do Serviço Regional de Saúde.

Paulino Ascenção considera ter havido “uma “entrada de leão e saída de sendeiro” para Miguel Albuquerque, na nomeação do diretor clínico do SESARAM, perfeitamente evitável se tivesse tido bom senso. A saída de Mário Pereira era incontornável, nem deveria ter sido nomeado, muito menos empossado, pois era conhecida a oposição e a desconfiança que merecia entre os seus colegas médicos”.
Para o coordenador do BE Madeira “Albuquerque comprou uma guerra com os médicos que nunca poderia ganhar, tem de engolir a sua arrogância e uma pesada derrota, agravada pelo arrastar penoso do braço-de-ferro sem sentido nos últimos dias. A saúde continua a ser o setor mais problemático para Albuquerque, depois de ter rodado três secretários e três administrações do SESARAM no anterior mandato, este começa ainda pior, ao fim de cinco meses ainda nem tem a estrutura dirigente do Serviço Regional de Saúde investida em funções, que grande trapalhada.
Com a saúde não se brinca e estes governantes mostram que estão apenas a governar as suas vidinhas, a cuidar dos seus interesses e pouco focados nos problemas dos utentes. Uma vergonha!”

Lembra que o Bloco “apresentou no seu manifesto às eleições regionais uma proposta de abrir à participação dos subordinados a escolha das chefias na Administração Pública, como regra geral, que seria aplicável à escolha do diretor clínico do SESARAM.”