Debate na especialidade obriga Rui Barreto a responder ao social; Eduardo Jesus destaca bons resultados no turismo

Fotos: Rui Marote

O Orçamento para 2020 continua em discussão na Assembleia Legislativa da Madeira, desta feita, na especialidade. Hoje, discutindo-se o orçamento da Secretaria Regional da Economia, Rui Barreto viu-se confrontado com acusações de mudança de discurso, desde que passaram da oposição ao Governo Regional. O deputado socialista Victor Freitas apontou que Rui Barreto defendia até Junho do ano transacto uma descida do IVA de 22 para 18 por cento, e perguntou onde está tal posição plasmada neste documento. Barreto retrucou que a RAM terá a taxa mais pequena para as empresas de reduzida dimensão. Por outro lado, avançou que o Governo vai criar condições para que os taxistas possam defender os seus postos de trabalho face à concorrência de plataformas como a Uber, que recentemente entrou no mercado madeirense e que deverá ser alvo de maior fiscalização. Defendeu ainda a política governamental para os transportes, enaltecendo os passes sociais.

Entretanto, o deputado socialistas Sérgio Gonçalves mostrou preocupação com a perda de fundos provenientes da União Europeia, inquirindo sobre as alternativas para apoiar as empresas. Barreto acabou a falar de temas fora da sua área de influência, porque a oposição colocou numerosas perguntas relacionadas com a área social e o secretário da Economia viu-se obrigado a defender o lado social do Orçamento, tão apregoado pelo GR e tão contestado pelos restantes partidos. A meio caminho, a ligação ferry ao continente, um tema sempre na ordem do dia, acabou também por vir à baila, com Barreto a acusar o primeiro-ministro António Costa de ter enganado os madeirenses neste particular.

A Rui Barreto seguiu-se o secretário regional do Turismo e Cultura, Eduardo Jesus, que veio sublinhar os 35% que a Associação de Promoção da Madeira agora recebe, com um orçamento de mais de 40 milhões de euros. Também anunciou múltiplos eventos para este ano, relacionados com os 600 anos da descoberta das ilhas da Madeira e Porto Santo. O seu discurso foi triunfalista: considerou 2019 o terceiro melhor ano turístico de sempre para a Madeira, e isto apesar da quebra que se verifica no turismo. Relativamente à aplicação da polémica taxa turística no Funchal, mostrou-se contrário à medida, e criticou a Câmara do Funchal pelo mau trabalho que, em seu entender, a mesma tem desempenhado no arranjo da cidade e na gestão do trânsito, considerando que isso impacta aqueles que nos visitam. Entretanto, da bancada socialista vieram críticas ao facto de a Associação de Promoção da Madeira carecer ainda de um director e outros elementos fulcrais para a estrutura.