Orçamento e plano para 2020 aprovados na generalidade

O Orçamento para 2020 foi aprovado na generalidade com os votos do PSD e do CDS. Toda a oposição votou contra. Também o Plano de Investimentos o foi, com os votos contra do PCP e JPP e os votos favoráveis dos social-democratas e dos centristas. O PS absteve-se. Foi o corolário de um dia de debates acalorados mas com muito pouco de novo, tirando o episódio protagonizado por Lopes da Fonseca, que garantiu ter sido contactado por Cafôfo na noite das eleições para formar governo: o PS ofereceria ao CDS quatro de quinze secretarias que desejava criar.

De resto, a discussão oscilou sobre o carácter social e benéfico do Orçamento, defendido, por um lado, pelo PSD e CDS, ou, pelo contrário, pelo seu carácter pernicioso nestes aspectos, opinião de toda a oposição. Uma bipolarização que tornou a discussão singularmente maçadora, e palco de episódios aborrecidos de acusações mútuas de maior ou menor competência para dirigir os destinos da Região. A troca de galhardetes culminou com Miguel Albuquerque a acusar Paulo Cafôfo de não ter estofo de líder, muito menos para se afirmar como alternativa governativa.

O facto mais relevante terá sido a declaração de intenções do PS em colaborar para a revisão da lei de Finanças Regionais, algo que insistentemente o PSD tem reclamado como necessário e que tem custado à Região muito dinheiro. Da sua parte, a bancada centrista continua a assegurar, pela voz de Lopes da Fonseca, que este é o melhor orçamento dos últimos anos, enquanto a oposição o considera o inverso e acusam mesmo o documento – como no caso do JPP – de “trair” os madeirenses. Da sua parte, o PCP prometeu apresentar uma quantidade impressionante de propostas de alteração do documento na especialidade, mais de uma centena.


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