Não deve ser preciso confiança política para um diretor clínico, alerta Paulino Ascenção líder do BE

“O SESARAM tem sido palco de um espetáculo deprimente, de disputa de tachos, oferecido à população pelo novo Governo Regional, que afinal e apesar da entrada do CDS não tem nada de novo”. Esta foi a reação do líder do Bloco de Esquerda quando hoje desenvolveu uma ação política no Hospital Dr. Nélio Mendonça.

Paulino Ascenção disse que “o espetáculo triste é a luta pelos tachos na estrutura do SESARAM que tem sido a única preocupação demonstrada pelos dois partidos do Governo. Albuquerque diz que é o governo quem manda, mas não tem de mandar em tudo e esse é o problema. Governo quer mandar onde não deve, na direção clínica, de enfermagem, em toda a estrutura, passando por cima da administração e das chefias. E faz isso, não para que o serviço de Saúde funcione melhor, mas para controlar, para colocar nos lugares os seus boys – as pessoas da sua
confiança pessoal e política – e não as mais capazes”.

O líde do BE refere que “ao diretor clinico não compete fazer política, não tem de ser da confiança do Governo, tem é de merecer a confiança dos médicos, portanto deveria ser eleito pelos seus pares. Tal como a direção de enfermagem e outros cargos intermédios, devem ser eleitos. Até a administração deveria ser eleita, como acontece nas escolas”.

Paulino Ascenção diz, também, que “ste quadro de intromissão repete-se em todas as áreas do Governo a
reflete a cultura do quero posso e mando, anti-democrática. O Governo deve meter menos o bedelho e respeitar mais a autonomia dos profissionais, dar-lhes os meios necessários para as suas funções – eles sabem melhor como fazer funcionar o serviço de saúde que os governantes, a estes compete dar as orientações estratégicas”.