Olavo Câmara quer uma terceira companhia a voar para a Madeira

O socialista Olavo Câmara defendeu, ontem, a existência de uma terceira companhia aérea nas ligações entre a Madeira e Lisboa Foi durante a audição do ministro da Economia, no âmbito da discussão na especialidade da proposta de Orçamento do Estado, que o deputado na Assembleia da República se mostrou preocupado com o facto de os números do Turismo na Madeira não serem “nada animadores”.

“Não podemos olhar para este cenário de ânimo leve, nem deixar andar. É preciso intervenção, trabalho, acção e resultados para um sector que representa mais de 26% do PIB regional e mais de 30 mil postos de trabalho na Região”, salientou, considerando que é necessário um trabalho conjunto dos governos da República e Regional para solucionar este problema.

O Turismo está relacionado também com os transportes, e por isso Olavo Câmara realçou considerar ser importante “conseguir uma terceira companhia a operar entre Lisboa e a Madeira”, seja a Ryanair, a Transavia, uma companhia low cost, ou outra. Tal como explicou, esta não é só uma solução que atalha os problemas do turismo, mas também “a forma de resolver o problema de mobilidade dos madeirenses e baixar os preços das ligações”, já que só com concorrência isso é possível.

O parlamentar afiança que o PS se distingue bem do PSD. “Nós queremos mesmo resolver este problema”, ao passo que “o PSD anda atrás de polémicas, quer aparecer nos jornais e repetir os mesmos argumentos ano após ano, esquecendo-se que o que se repete ano após ano é mesmo a perda do número de lugares e de companhias aéreas que operam para a Madeira”.

“O que se repete ano após ano é a incapacidade de o Governo Regional resolver este problema”, criticou.

Olavo Câmara instou, por isso, o ministro da Economia sobre se será possível contar com o empenho do Ministério, da Secretaria de Estado do Turismo e do Turismo de Portugal na atracção de uma nova companhia para esta rota. Nas respostas, a secretária de Estado do Turismo deu conta da intenção do Executivo de incentivar ainda mais a concorrência, evitando rotas monopolistas e discriminando positivamente os operadores que queiram trabalhar rotas já existentes.