Livro recorda história da Madeira na área da Saúde; Albuquerque diz que Serviço Regional de Saúde funciona de forma “carinhosa e humana”

O livro “Madeira Saúde – Nas linhas do tempo” foi hoje apresentado pela “Arteleia”, de Sónia Silva Franco, no Salão Nobre do Governo Regional, à Avenida Arriaga, com a presença de diversas entidades, entre as quais o presidente do Governo Regional da Madeira. Miguel Albuquerque considerou, na oportunidade, que “este é um livro (…) com uma mensagem muito importante (…)” que tem a ver com os valores conquistados pela humanidade ao longo de anos, e dos quais a saúde pública resulta.

Considerando que a humanidade deu “um grande salto” no séc. XVIII em termos de valores fundamentais, nomeadamente os do Iluminismo, garantiu que os mesmos viabilizaram sociedades como “nunca no passado vivemos”.

Recordando que antes da constituição do serviço regional de saúde a prestação da mesma assentava num conjunto de medidas “muito precárias”, lembrou mesmo assim “um conjunto de personalidades”, entre as quais médicos, “imbuídos do espírito do Iluminismo” e que “prestavam um serviço às populações” de forma dedicada.

A Madeira, considerou, “foi percursora, em muitas áreas da saúde pública” e teve “eminentes personalidades que merecem ser recordadas e louvadas, no quadro da medicina nacional e internacional”.

Criticando o negativismo, afirmou que “em todas as áreas do desenvolvimento humano, as pessoas nunca viveram tão bem” como no presente.

Este livro debruça-se sobre a história da medicina e da saúde pública na Madeira ao longo dos séculos.

Elogiando o serviço regional de Saúde, considerou no entanto que “nas sociedades democráticas, não há coisas perfeitas”. Mas disse ser com grande satisfação que constata que este é um serviço com uma boa interacção entre o profissional e o doente, que se processa de forma “carinhosa e humana”.