Breve notícia irónica sobre falcão na lagoa do Jardim Municipal suscita reacção indignada da empresa Tfalcon Madeira

Uma breve num registo claramente humorístico, que publicámos hoje, documentando o ataque de um falcão a um pato da lagoa do Jardim Municipal, incomodou a empresa proprietária da dita ave de rapina. Pela voz do seu sócio-gerente, Tiago Cardoso, a empresa (que nem é mencionada no dito texto que, reiteramos, apenas narrava de modo irónico um “fait-divers” do quotidiano, algo que deixámos bem claro) entendeu no entanto que a sua firma saiu prejudicada. Daí que nos contactou e enviou uma extensa resposta, na qual diz que “a ideia de que os animais em cativeiro são alvo de maus tratos e negligência, bem como a exploração da sua integridade física, é algo que todos NÓS devemos ter em linha de conta e assumir como prioridade nos dias de hoje. Infelizmente nem todas as pessoas são aptas a ter animais e isso reflete-se no seu perfil e modus operandi. Em contrapartida, existem particulares/ associações/ zoos que adotam diversas espécies e lhes dão os cuidados higiénico-sanitários adequados. A empresa TFalcon Madeira insere-se nesse segundo grupo, onde a manutenção em cativeiro é estabelecida de acordo com as regras e normas impostas pelas Serviços do Parque Natural da Madeira, atualmente designado por I.F.C.N”.

Prossegue o proprietário do falcão dizendo que “todos os nossos animais sem exceção não têm lugar na natureza porque outrora alguém os tirou deliberadamente do seu habitat natural para tráfico ilegal ou simplesmente para os tornar nos seus novos animais de estimação. Não nos revemos nessa situação e criticamos tal conduta, por isso, o nosso trabalho diário consiste em criar requisitos básicos que garantam o conforto e segurança dos nossos animais. O enriquecimento ambiental e os estímulos facilitam a motivação exploratória e evitam os desvios comportamentais. Contrariando toda a ideia pré-concebida de pessoas pouco inteligentes e mal informadas, subscrevemos que todos os nossos animais não são ilícitos, drogados e maltratados, senão, os danos físicos seriam facilmente observados e logicamente reconhecidos pelas entidades tutelares competentes”.

E prossegue: “Respeitamos todas as opiniões desde que sejam coerentes, verdadeiras e não desprovidas de fundamento e conhecimento de causa. Não vamos dar importância a vozes precipitadas, a pessoas de “vista curta” e que não têm habilidade para oferecer um feedback assertivo.

Toda a nossa estratégia de manutenção, preservação e conservação surge de um enorme esforço financeiro e não de ajudas externas. Os hotéis, bem como os demais espaços público-privados são ferramentas de apoio para esse efeito e que ao mesmo tempo nos permite aproximar as pessoas dos animais num mesmo ambiente e elevar o nível de consciência geral acerca da necessidade de educar as populações futuras para a preservação da biodiversidade.

Uma vez que não violamos o código de ética e protecção animal, toda a demagogia infundada será considerada inoportuna e formatadora da opinião pública. Reiteramos que possuímos toda a documentação legal, nomeadamente, CITES, licenças e certificados veterinários que serão enviados em anexo.

Concluímos assim que, ninguém tem a autoridade, nem a legalidade de denunciar ou promover uma acusação sem que haja uma base sólida. Infelizmente ainda existem pessoas que apenas sabem criticar, acomodando-se à realidade, ao invés de propor uma solução. Existe uma regra que a sociedade tende a esquecer e que é deveras importante. Critico, mas proponho”.

O FN reitera que apenas narrou, de modo propositadamente irónico, um “fait-divers” do quotidiano… sem qualquer crítica a quem quer que fosse… incluindo o falcão…