O presidente da Câmara Municipal do Porto Santo, Idalino Vasconcelos, “reitera e subscreve as afirmações públicas de Miguel Suarez, diretor comercial e de marketing da Binter, “taxas tornam custo da ligação inter-ilhas uma loucura.” Um comentário feito a propósito do primeiro ano de serviço completo daquela companhia na rota Funchal – Porto Santo – Funchal. O autarca é ainda mais contundente e afirma essas taxas são o maior travão ao desenvolvimento da ilha, pela contínua desproporção dos preços cobrados em taxas.
“O Município recorda, que este assunto, não é novo e tem sido recorrente e refere que em Setembro de 2018, o Município do Porto Santo enviou uma carta ao Sr. Secretário de Estado das Infraestruturas, Dr. Guilherme D´ Oliveira Martins, a dar conta das preocupações do Presidente da Câmara, relativamente às condições de operação da linha aérea Porto Santo – Funchal, no entanto, estamos ainda a aguardar agendamento de reunião”, refere uma nota enviada às Redacções.
De igual forma, a Câmara tem vindo a trabalhar com a Vice-Presidência do Governo Regional da Madeira, nomeadamente, para sensibilizar a República no sentido de fazer ver as suas preocupações, que residem, essencialmente, nas elevadas taxas aeroportuárias, dada a especificidade e dupla insularidade da ilha do Porto Santo. “A linha Funchal – Porto Santo – Funchal, como se sabe, tem um custo de 32,50€ em taxas e num percurso semelhante, mas no arquipélago vizinho das Canárias, custa, como já sabemos, cerca de 4€, ou seja, oito vezes inferior”, refere a Câmara porto-santense.
“Recordamos ainda que na comemoração dos 600 anos do Descobrimento do Porto Santo, em 1 de Novembro de 2018, e aproveitando a presença de Sua Exa. o Presidente da República, Dr. Marcelo Rebelo de Sousa, entre outras distintas entidades, Idalino Vasconcelos referiu a sua preocupação com “as questões ligadas aos transportes aéreos que merecem a devida atenção da república, por várias razões, mas principalmente, pelo peso das taxas aeroportuárias que oneram substancialmente o custo final das ligações aéreas”, refere o Município do Porto Santo, que diz esperar que estas taxas sejam revistas, num futuro breve, “para que seja possível fomentar o desenvolvimento económico da ilha. Não queremos evidentemente que a porta de entrada aérea, seja um entrave à mobilidade de residentes e turistas”.
“Como está, continua a não servir”, remata o presidente da Câmara Municipal, além de referir que continua a sensibilizar a companhia para a questão dos horários dos voos.
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