JPP desafia partidos a apoiarem a recondução de Tranquada Gomes na presidência da Assembleia contra a “negociata”

Filipe Sousa JPPA situação relacionada com a presidência da Assembleia Legislativa Regional continua não sendo pacífica. Agora, é o presidente do partido Juntos Pelo Povo que vem a público dar a conhecer a sua posição e diz que fá-lo “em defesa da autonomia e do seu principal órgão de Governo próprio”.

Filipe Sousa diz que o partido não podia ficar em silêncio “perante a negociata que envolveu a presidência da Assembleia Legislativa da Madeira”.

E aproveita o momento para desafiar os restantes partidos “a apoiarem a recondução de Tranquada Gomes como Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, porque entendemos que essa é a opção que mais respeita a vontade popular expressa nas urnas”.

Num comunicado, o líder do partido JPP diz que “não podemos concordar que a Assembleia, enquanto conquista máxima da nossa Autonomia, sirva de moeda de troca numa negociata de contornos político/partidários, feita nas costas do povo e que em nada dignifica a democracia e a política enquanto expressão suprema de um regime de representação parlamentar; Usar o principal órgão de Governo próprio da Região Autónoma da Madeira como palco de negociatas privadas é uma afronta ao Regime Autonómico, à Madeira, aos madeirenses e a todos os que lutaram pela Autonomia”.

Filipe Sousa afirma não entender nem aceitar “o silêncio dos partidos tradicionais, nomeadamente do PS, perante este ataque sem precedentes à dignidade do nosso Parlamento; Porque o que nos move é a dignidade e o respeito pela Assembleia, reconhecemos a forma equidistante e imparcial como o Dr. Tranquada Gomes desempenhou as suas funções como Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira”.

O JPP reconhece-se partido jovem, mas diz que sabe perfeitamente “assumir o seu papel em defesa do que realmente importa, neste caso a Autonomia, a dignidade do nosso Parlamento e o respeito pela nossa Democracia. Saibamos honrar o que democraticamente conquistamos e que não pode, por isso, ser entregue ao desbarato em negociatas duvidosas.”