A morte de Freitas do Amaral, fundador do CDS, antigo primeiro-ministro interino, vice primeiro ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros no tempo da AD, um homem incontornável da vida portuguesa, levou o Presidente da República a cancelar a viagem que tinha prevista para o Vaticano, onde a 5 de outubro ia assistir à consagração do madeirense D. Tolentino Mendonça como novo cardeal.
No site da presidência da República, o Chefe de Estado manifestou o seu mais fundo pesar pelo falecimento de Diogo Freitas do Amaral, “um dos quatro Pais Fundadores do sistema político-partidário democrático em Portugal, como Presidente do Centro Democrático e Social. A Diogo Freitas do Amaral deve a Democracia portuguesa o ter conquistado para a direita um espaço de existência próprio no regime político nascente, apesar das suas tantas vezes afirmadas convicções centristas.
Deve, também, intervenções decisivas na primeira revisão constitucional e na feitura de diplomas estruturantes, como a Lei da Defesa Nacional e das Forças Armadas, a Lei Orgânica do Tribunal Constitucional, o Código do Procedimento Administrativo e parte apreciável da legislação do Contencioso Administrativo e da Organização Administrativa”.
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