A abordagem de mais um dia de campanha do Bloco de Esquerda, com o candidato Ernesto Ferraz, incidiu sobre o Emprego, com os candidatos a lembrarem que o partido sempre no centro da sua ação política.
“Passada esta Legislatura, e pese embora as várias propostas do Bloco na AR, o PS foi se juntando, por conveniência, à Direita e os 3 dias de férias roubados aos trabalhadores Portugueses ainda não foram recuperados. Os Direitos Laborais continuaram a sofrer mais rombos em perdas de Direitos e + precariedade.
O BE negociou, durante mais de 3 anos, propostas de melhorias laborais com o PS que, na prática, serviriam para romper com a onda de precariedade que o país assiste há cerca de 10 anos. Desta negociação democrática nada de prático resultou e foi substituída pela chamada concertação, dita social, mas que se tornou “patronal” e que resultou em que o período experimental de jovens à procura dum primeiro emprego e empregados de longa duração passasse de 90 dias para 180 dias”.
Refere uma nota do Bloco que “depois das 35 horas semanais para a Função Pública – que abriu espaço a novas contratações e diminuição do desemprego, propõe que se estendam as 35 horas de trabalho ao privado. As pessoas, os trabalhadores não são máquinas: têm vida própria, têm família, necessitam de descanso e não podem ser condenadas a trabalhar até morrer. Haja dignidade no trabalho e na vida!
O Bloco foi fundamental para que se implementassem aumentos no salário mínimo. Nestes últimos 4 anos subiu 90 €. Longe do que merecem os trabalhadores, mas o início de um caminho que importa continuar e reforçar. A força do Bloco faz-se de Coerências e Faz mesmo a diferença. Nestes próximos 4 anos é nossa obrigação tudo fazer para que em janeiro do próximo ano o SMN esteja nos 650 no público e privado e que nos anos seguintes aumente 5% ao ano. Um caminho que só se fará com mais força no Bloco! Para além do SMN é necessário aumentar os salários médios para que neste País os salários cheguem para fazer face aos custos de vida que enfrentamos no dia a dia”.
O BE sublinha que “num País onde existem + de 700 mil trabalhadores por turnos e/ou trabalho noturno com vidas totalmente desreguladas; Neste País onde 22% dos trabalhadores têm um contrato precário; 2 terço da juventude trabalhadora não tem contrato permanente e 70.000 temporários e centenas de milhares de trabalhadores exercem trabalho sem qualquer tipo de contrato, incluindo falsos Recibos Verdes”.
Da parte do BLOCO de ESQUERDA continuaremos a insistir e propomos que: mais valor ao SMN; 35 horas também no privado.
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