CDS argumenta que foi a melhor oposição e volta a acusar PS e BE de terem uma “agenda oculta”

 
Câmara de Lobos esteve este domingo na mira do cabeça de lista do CDS-PP Madeira às próximas eleições legislativas regionais. Na sequência de várias acções de campanha naquele concelho, Rui Barreto acusou novamente o PS e o BE de terem uma “agenda oculta” voltou a “colar” PS e BE à “agenda oculta” para “alterar socialmente a sociedade madeirense”.
Num concelho onde o pequeno comércio, a agricultura e as pescas são a base da economia e dos orçamentos das famílias, Rui Barreto recordou as proposta que o seu partido conseguiu aprovar no Parlamento, nomeadamente a descida no preço dos passes sociais, o regime específico para que as escolas, creches, lares e hospitais dêem prioridade aos produtos regionais na confecção de refeições e a descida do IRC de 15% para 13%, para os primeiros 15 mil euros tributáveis para as pequenas e médias empresas.
O candidato e dirigente centrista, sublinha um comunicado de imprensa, pediu aos apoiantes “força” para o “CDS impedir uma geringonça de esquerda na Madeira”, acusando o BE de ser “contra as empresas, contra as famílias, a economia e o Centro Internacional de Negócios”. Já o CDS “é a alternativa segura e tranquila” para a transformar a Madeira, defendeu.
De cada vez que Rui Barreto é interpelado sobre eventuais acordos, a resposta sai pronta: “O CDS não é o PSD, não é o PS. Todas as vezes que me fazem perguntas sobre coligações, eu devolvo o seguinte: eu parto para estas eleições no mesmo patamar em que partem o dr. Miguel Albuquerque e o dr. Paulo Cafôfo. Eu não me substituo ao povo. Perguntem ao dr. Miguel Albuquerque e ao dr. Paulo Cafôfo se o CDS vencer as eleições com quem é que eles se querem coligar.”
O candidato argumenta que “o CDS foi a melhor oposição”, o partido que “mais trabalhou e com mais propostas aprovadas”, e por isso, o desabafo: “Fazer essa pergunta todos os dias é minorar, é desvalorizar o trabalho de quatro anos, quando nós temos um propósito: queremos influenciar positivamente o futuro da Região, queremos alterar o estado das coisas, não queremos que tudo fique igual. Estou coligado, sim, com o povo da Madeira para fazermos a mudança segura.”
Acabar com as maiorias absolutas, trabalhar para reestruturar o sistema regional de saúde, garantido que ninguém irá esperar mais de seis meses por uma cirurgia urgente, devolver rendimentos às famílias reduzindo gradualmente a carga fiscal são propósitos do CDS.
A maior ovação da noite, Rui Barreto recebeu-a quando abordou o problema da falta de água para rega, num concelho que depende da agricultura: “É uma vergonha que tenhamos tanta abundância de água mas também tanto desperdício, temos de investir nos canais e no armazenamento para que os nossos agricultores não percam os seus produtos”.