Aliança debruçou-se sobre os problemas dos agricultores madeirenses

A campanha do partido “Aliança” foi aos concelhos da Ponta do Sol, Ribeira Brava, Câmara de Lobos, Santana, Machico e Santa Cruz neste domingo, procurando abordar temas como o desenvolvimento económico, a produção da banana, da vinha e da anona, a agricultura biológica, a gestão da água de rega e a importância dos fundos comunitários para o desenvolvimento do sector.

“A gestão dos fundos comunitários no quadro 2014/2020 está a ficar muito aquém do que era desejável. Contrariamente ao que acontecia nos governos do Dr. Alberto João Jardim, a Aliança propõe que o governo regional em vez de contratar pessoas sem experiência e formação para o sector, devia contratar competência e apostar na diplomacia económica em Bruxelas, junto da representação portuguesa e objectivamente relembrar diariamente que a União Europeia também se faz e muito nos territórios ultraperiféricos”, refere uma nota de imprensa.

O “produto Madeira”, é um produto de excelência, e é assim que deve ser promovido. Relativamente à banana, a Aliança não é favorável à existência de monopólios, esclarece o partido. Importa criar condições mais justas para quem trabalha a terra, nomeadamente, quem produz banana da Madeira e pretenda criar condições para exportar para novos mercados. A banana da Madeira representa um dos produtos com maior relevância na produção agrícola da Madeira e é uma actividade que emprega muitos agricultores, constituindo uma fonte de rendimento para muitas famílias madeirenses, sublinha esta força política, que questiona porque é que não existe um mercado livre.

Por outro lado, a disponibilização da água de rega é uma preocupação transversal aos agricultores regionais. Outra preocupação são as quantidades “tremendas” de água que se perdem diariamente com levadas e condutas danificadas. Defende a Aliança que a região deve avançar com uma completa recuperação de levadas e veredas.

“A qualidade da água é outra das preocupações que nos foi manifestada pelos agricultores, pois muitos referem que pelo facto de muitas casas não terem saneamento básico os despejos vão para a ribeira ou para fossas rotas, que acabam na ribeiras. Os poios de pneus são outro problema que preocupa os agricultores, assim como as exigências feitas aos pequenos agricultores para venderem nos mercados locais do Estreito de Câmara de Lobos ou do Santo da Serra”, refere o comunicado de imprensa.

O partido apresentou os previsíveis eixos do novo quadro da política de coesão da União Europeia (UE) em 2021-2027:

  1. Uma Europa mais inteligente, graças à inovação, à digitalização, à transformação económica e ao apoio às pequenas e médias empresas;
  2. Uma Europa mais «verde», sem emissões de carbono, aplicando o Acordo de Paris e investindo na transição energética, nas energias renováveis e na luta contra as alterações climáticas;
  3. Uma Europa mais conectada, com redes de transportes e digitais estratégicas;
  4. Uma Europa mais social, concretizando o Pilar Europeu dos Direitos Sociais e apoiando o emprego de qualidade, a educação, as competências, a inclusão social e a igualdade de acesso aos cuidados de saúde;
  5. Uma Europa mais próxima dos cidadãos, graças ao apoio a estratégias de desenvolvimento a nível local e ao desenvolvimento urbano sustentável na UE.

“Também a nível da definição de rumo da nossa economia estas são eleições estruturantes, ou continuamos com a economia do betão ou apostamos numa economia sustentável, para esta e para as próximas gerações”, sublinha o partido.