Albuquerque foi à Ponta do Pargo dizer que na Madeira mandam os madeirenses e alertou para Autonomia e Estabilidade

Albuquerque Festa do PeroAlbuquwerque festa do pero BAlbu pero 1O presidente do Governo Regional foi hoje à Festa do Pêro, na Ponta do Pargo, para lançar um desafio, lembrar a importância da Autonomia para o desenvolvimento da Madeira e dizer, com todas as letras, numa altura em que estamos a uma semana das eleições para nova Legislatura de quatro anos: “Ai de nós se entregarmos, novamente, a nossa Autonomia ao Poder Central. Isso seria uma tragédia para a Madeira”.

“Hoje venho aqui para agradecer, o meu mandato de quatro anos está a terminar e queria agradecer ao povo madeirense e a todos os que estão aqui presentes o apoio que recebi. O ato de governar não é solitário e nós trabalhamos para o nosso povo e para a Madeira. E gosto de lembrar que celebramos, também aqui, a invocamos as tradições mas também a nossa liberdade enquanto povo”.

O líder do governo recorda o passado, o da Madeira “ignorada”, o da Madeira “mandada por Lisboa”. E com isso pretendeu contrapor com a Madeira de hoje, apelando à memória dos que viveram esses tempos, sem acesso a serviços, e ao conhecimento das novas gerações, com acesso a tudo.

Albuquerque apontou a Autonomia como “a grande conquista histórica dos madeirenses, uma obra de duas gerações de autonomistas, devolvendo ao nosso povo o direito e a liberdade de decidir, democraticamente, o futuro. Essa foi a liberdade de nós, madeirenses, mandarmos em nós próprios. E em nome daqueles que nos antecederam e que se sacrificaram, mas em nome também dos nossos filhos e nossos netos. Entregar a Autonomia ao governo central, seria um tragédia. Por isso, venho aqui lembrar que o que está em causa não tem valor material, o que está em causa é a nossa liberdade enquanto cidadãos. Quem manda na Madeira são os madeirenses e os porto-santenses”.

O presidente do Governo defendeu a paz social e avisou que não será possível continuar com este desenvolvimento “se não tivermos estabilidade política e social e por isso queria, mais uma vez, hoje, dizer a todos os cidadãos que depende de cada um de vós assegurar os dois alicerces fundamentais: a Autonomia Política e a Estabilidade Política e Social”.