Barreto defende “medidas urgentes” para reverter a “queda do turismo na Madeira”

CDS iniciativa de 30 de agostoO aviso é do líder do CDS-PP Madeira depois de uma reunião com o director executivo da Associação de Promoção da Madeira, José Alberto Cardoso, encontro em que participou também Margarida Pocinho que integra a lista do partido às eleições regionais de 22 de setembro. “É preciso aplicar no imediato medidas urgentes para tentar reverter a queda do turismo na Madeira”, diz Rui Barreto.

Pressionar a TAP para colocar na linha Madeira-continente um dos seus aviões com maior capacidade, aumentando o número de lugares para satisfazer as necessidades do setor hoteleiro, mas também reduzir o preço das viagens para os madeirenses; reforçar com meios financeiros e humanos a Associação para que possa acentuar junto dos mercados de origem a captação de companhias que queiram voar directamente para a Madeira, são algumas das propostas que o CDS-PP quer ver implementadas no mais curto espaço de tempo.

“Nesta reunião abordamos o principal motor de actividade económica da Região, que é o turismo”, esclareceu Rui Barreto, no final da reunião. “Estamos de facto com alguns problemas porque existe uma oferta maior do que a procura e temos mais camas do que aviões. Há, no primeiro semestre deste ano, uma redução das dormidas e do RevPar (rendimento por quarto), circunstâncias que têm a ver com factores externos mas também com problemas internos.”

Regionais 2019

De acordo com o líder da oposição regional, os problemas internos identificados relacionam-se com a saída de algumas companhias que voavam diretamente para a Madeira, mas também com a linha Funchal-Lisboa: “Temos de aumentar a oferta de voos, mas enquanto não for criado um plano de incentivos às companhias, como o CDS tem defendido, para que aumentem o número de frequências, precisamos de mais aviões para as camas que temos disponíveis. A TAP tem aviões com maior capacidade dos que estão actualmente na rota da Madeira, como o A321, e essa poderia ser uma decisão da administração da empresa, influenciada pelo Governo da República que representa o Estado que é o maior acionista da empresa. Esta medida é absolutamente essencial porque o mercado do norte de África está a recuperar e temos de tomar medidas urgentes.”

Rui Barreto reconhece que a Associação de Promoção “está a fazer um trabalho bom” mas precisa de mais meios.