Ascenção critica “favorecimentos” do Governo aos privados e aborda “lucros do teleférico” sem contrapartidas

Ascenção teleférrico 24 de agosto“O teleférico do Monte é um negócio fabuloso, o investimento foi de 12 milhões (no ano 2000) e os lucros anuais foram superiores a seis milhões em 2017 e em 2018, um verdadeiro negócio das arábias, com uma taxa de lucro acima de 50% ao ano”. Esta posição foi assumida hoje pelo líder do BE madeira, Paulino Ascenção.

O responsável bloquiista diz que “em 2017 as vendas totais foram de 8,4 milhões e os lucros operacionais (lucro antes de impostos e dos custos financeiros) acima de 6 milhões. Onde no mundo é possível encontrar um negócio com rentabilidade tão elevada, que em dois anos permite recuperar o investimento?”

Ascenção refere que “é um negócio com pouco risco, pois está protegido por um contrato de concessão entre a CMF e os privados, quando Miguel Albuquerque era presidente da câmara e onde o interesse público não foi acautelado. Deveria ter sido incluída uma cláusula que permitisse à autarquia beneficiar de uma parte significativa dos proveitos da exploração do teleférico, tamanhos lucros são excessivos, não são normais”.

As contrapartidas para o município não chegam a 300.000, menos de 5% dos lucros operacionais. Em 2017 aquando dos incêndios na Funchal, a empresa concessionária doou 50.000 Euros, menos de 1% do lucro desse ano. São tão gratos à Região os empresários que florescem na sombra do poder…

Regionais 2019

A responsabilidade política desta situação é de Miguel Albuquerque, presidente da CMF na altura, não acautelou o interesse público, quis favorecer os privados e essa continua a ser a marca do Governo Regional, favorecer certos interesses privados em prejuízo da maioria da população”.