Cafôfo aponta importância do descongelamento das carreiras dos enfermeiros mas alerta para “distorções e injustiças”

Cafôfo com enfermeiros“É preciso valorizar a carreira dos enfermeiros”, considerou hoje Paulo Cafôfo, o cabeça de lista do PS-Madeira às eleições regionais de 22 de setembro, no âmbito de uma reunião com o Sindicato dos Enfermeiros da Região da Madeira, para auscultar este organismo em relação às questões que dizem respeito à classe profissional, mas também matérias relacionadas com o Sistema Regional de Saúde.

O candidato apontou a importância do descongelamento, que está em curso, acrescentando, contudo, que há «algumas distorções e algumas injustiças que precisam de ser efetivamente reparadas». Por outro lado, entende que o teto que existe em relação aos enfermeiros especialistas deve ser alterado em função das necessidades do serviço e dos doentes. Um terceiro fator apontado é a questão de os enfermeiros poderem ter maior autonomia no exercício da sua função para poderem decidir e, em benefício também do doente, poder haver uma resposta mais direta e mais eficaz.

Paulo Cafôfo referiu, ainda assim, que a questão dos enfermeiros tem de ser integrada numa outra questão mais abrangente, que é o próprio funcionamento do Sistema Regional de Saúde. Tal como afirmou, apesar dos excelentes profissionais que temos (médicos, enfermeiros e outros técnicos e profissionais), existem «carências no Sistema Regional de Saúde». Exemplos disso são o Hospital Doutor Nélio Mendonça, que já não responde às necessidades, o Hospital dos Marmeleiros, que «está completamente obsoleto e não tem condições de trabalho nem de segurança para os profissionais», a questão das listas de espera, principalmente para cirurgia, que estão constantemente a aumentar, bem como a falta de médicos de família e de uma aposta nos cuidados primários.

Como tal, o cabeça-de-lista às eleições legislativas regionais voltou a apontar a Saúde como uma prioridade do PS, indicando uma estratégia que passa, em primeiro lugar, por garantir o acesso aos cuidados de saúde, o qual, na sua ótica, «não está garantido quando temos listas de espera a aumentar ou quando as pessoas não têm o seu médico de família».

Regionais 2019

Questionado sobre a contratação de 400 enfermeiros anunciada pelo atual Governo, Paulo Cafôfo disse concordar com a mesma, mas acrescentou que não está a colmatar as necessidades efetivas. «Foi um número que foi estabelecido, mas nós estamos muito longe dos rácios que deveríamos ter face à nossa população», referiu, sustentando que esta contratação é importante, mas «precisamos de muitos mais médicos e enfermeiros», particularmente nos cuidados primários, onde existe uma «grande carência».