O líder do CDS-PP Madeira disse hoje que “o PSD e o PS estão a transformar as eleições regionais numa partida de xadrez entre ambos”, dando a impressão de que “só há dois partidos” a concorrerem às eleições de 22 de setembro. Rui Barreto não tem dúvida em afirmar que “o voto útil é o voto no CDS”, pedindo aos madeirenses para que não se deixem “enganar nestas conversas”.
Uma nota do gabinete de comunicação do partido, dá conta de uma “manhã de contactos com a população e comerciantes, no centro da vila da Ribeira Brava”, onde Rui Barreto “atalhou também o problema das desigualdades sociais na Madeira, frisando que a “Região tem o rendimento médio mais baixo de todo o país” (796 euros na Madeira, 801 euros nos Açores e 911 euros no continente) e a “taxa de risco de pobreza a crescer”, situando-se nos 31,9%, em 2018. “A taxa de risco de pobreza tem vindo a crescer, precisamente nos 80 meses que têm sido anunciados como de crescimento económico”, situou o líder da oposição regional. “Há falhas claras na distribuição da riqueza, não é possível uma economia a crescer e crescer também as desigualdades sociais e de rendimentos entre portugueses de uma região autónoma que se compara com os Açores e o continente.”
Inverter este ciclo de empobrecimento dos madeirense é uma das prioridades do programa de governo do CDS. Rui Barreto diz que a solução passa por “devolver, nos próximos quatro anos, aquilo que foi retirado” com o plano de ajustamento. “Gradualmente e com segurança teremos de devolver rendimento à classe média, que é a mais penalizada, mas sem por em risco o que se vai conseguindo para não voltarmos atrás”, explicou. “Metade dos portugueses não pagam IRS e três quartos dos que pagam estão na classe média. São esses que tudo pagam e pouco recebem do Estado.”

O dirigente partidário e candidato a presidente do Governo Regional considera que falar de crescimento económico só faz sentido quando se verifica “um aumento do rendimento das famílias”.
A pré-campanha dos principais opositores também mereceu reparos e críticas. “Vejo na comunicação social o PSD e o PS a dizerem que estas eleições são um joguinho de xadrez entre eles”, observou. “Parece que só há dois partidos que concorrem às eleições regionais. PSD e PS sentaram-se à volta de uma mesa e com um tabuleiro de xadrez querem definir tudo o que os madeirenses têm de fazer para o futuro.”
Rui Barreto considera “um enorme descaramento” o PSD andar a pedir nova maioria absoluta. “Como se nos últimos quatro anos tivesse governando a satisfação dos madeirenses”, frisou. “Não governou e foi uma desilusão.”
Quanto ao PS: “O candidato Paulo Cafôfo diz que estas eleições são entre o PS e o PSD. Mas não foi ele que pediu a confiança dos funchalenses para governar o município e dois meses depois traiu-os e abandonou-os? Vem dizer que está preparado para o diálogo, mas então a coligação Mudança, em 2013, e depois Confiança, em 2017, não foi ele que as destruiu? Está preparado para quê? Para unir com quem?”
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