Rui Barreto promete corrigir injustiças na função pública

 

Rui Barreto, líder do CDS-PP, denunciou ontem as “tensões e quezílias próprias de quem quer transformar estas eleições num bi-partidarismo”, como se os madeirenses e porto-santenses “tivessem que decidir apenas entre o PSD e o PS”.
O líder do partido esteve em Santo António para contactar com a população e sublinhar o trabalho realizado pelo CDS, “como a descida dos passes sociais, do IRC para 13%, a taxa mais baixa do país, para os primeiros 15 mil euros de lucro, e a proposta de valorização dos produtos regionais que obriga a administração pública regional a incluir produtos da Região nas refeições confeccionadas nos lares, creches, escolas e hospitais”. Apresentou ainda as novas propostas do partido para os próximos quatro anos, divulgando uma por dia, conforme prometeu no passado sábado. “O CDS está nestas eleições de forma positiva, a apresentar as suas propostas”, destacou. “Estou na política pela positiva, mostrando as nossas ideias, e o desafio que deixo ao candidato do PSD e do PS é que façam o mesmo.”
A proposta em causa do CDS é dirigida aos funcionários da administração pública regional. “Tenho notado também alguma tensão e incerteza na administração pública”, referiu Rui Barreto. “Temos uma administração pública que suporta um governo há 42 anos, mas há também quem, ao tentar querer chegar ao poder, desapear aqueles que lá estão para instalar os apaniguados do PS. Aquilo que eu quero transmitir, porque valorizo muito a administração pública, por essencial para servir as pessoas, os cidadãos, é que comigo e com o CDS quem tem competência e mérito, que estejam sossegados, sintam segurança.”
O líder do CDS assume um compromisso: “Se lá chegarmos, não vou desapear, como alguns querem fazer, para colocar outros apenas com o seu cartãozinho partidário, transformando a administração pública num quintal dos partidos. Isto não pode ser. Comigo, com o CDS, a administração pública é para servir todos, para promover a competência e o mérito. Estou seguro de que há uma geração na administração pública competente que precisa de uma oportunidade. Muitas vezes estão bloqueados devido a interesses e joguinhos dentro da administração pública. Para esses, a minha mensagem de confiança é a seguinte: comigo, o mérito e a competência é um valor”, assegurou.
Para quem trabalha nas direcções regionais, institutos, serviços administrativos e sector público empresarial, ficou a promessa: “Vão ser valorizados”, garante, manifestando-se contra dualidades na administração pública, ao nível do descongelamento das carreiras e contagem de tempo. “Há carreiras em que esse tempo foi reconhecido e noutras não, como a dos técnicos de informática, para dar apenas um exemplo. Isto não pode ser. Temos de ter uma administração pública motivada. Não pode haver injustiças”, conclui.