Associação de Patinagem divulga longo comunicado de resposta ao Carvalheiro

A Associação de Patinagem da Madeira veio responder ao comunicado do Clube de Futebol Carvalheiro, apresentado em conferência de imprensa no dia 4 de Agosto de 2019, no qual lamentou que a Associação de Patinagem da Madeira tenha afastado o clube dos “nacionais” de hóquei. Num longo comunicado de imprensa, a APM refere que o Clube de Futebol Carvalheiro competiu na época desportiva de 2018/2019, no Campeonato de Portugal da III Divisão beneficiando dos regulamentos que agora contesta. Diz a APM que o Carvalheiro “constitui a sua equipa (e única) no escalão de sénior, recorrendo a esses mesmos regulamentos e sem qualquer custo, a patinadores de outros Clubes filiados nesta  Associação, pondo em risco a competição dos mesmos no referido escalãoW.
A inscrição do CFC na Associação de Patinagem da Madeira, diz a mesma, decorreu no dia 9 de julho de 2018, reconhecido e publicado em comunicado Oficial n.º 31/2018 FPP, em 3  de Agosto de 2018 e inscreveu os seus patinadores no período de 19 de
Setembro a 17 de Outubro de 2018. Acrescenta que o Carvalheiro solicitou a esta Associação de  Patinagem no dia 8 de agosto de 2018 a atribuição de espaços para treinar e competir, esta Associação, respondendo a APM que tinha como espaços disponíveis os Pavilhões de S. Vicente, Calheta, Porto da Cruz e Santana, “pelos outros espaços afectos a esta Associação, já encontrarem-se
distribuídos”.
Ora, alega a APM, o Carvalheiro, junto das entidades competentes, assegurou, como seu recinto desportivo, para treino e competição, o Pavilhão do Curral das Freiras, “o qual foi apresentado com toda a pompa e circunstância, pela sua Direcção, e em que esteve
presente o Presidente Adjunto desta Associação em representação da mesma, sendo o único Clube filiado nesta Associação, com um Pavilhão Desportivo em exclusividade”. Mesmo assim, “solicitou e persistentemente, a utilização do Pavilhão da Escola Gonçalves Zarco, (Barreiros), sabendo que o mesmo estava esgotado nas suas capacidades”.
O presidente da APM, Miguel Rodrigues, alega ter perguntado, em Assembleia Geral, realizada a 14 de Janeiro deste ano, na
presença do presidente do Carvalheiro, aos outros Clubes que utilizam o referido Pavilhão, se estavam dispostos a ceder espaço no
mesmo ao CFC, sendo a resposta negativa.
A Associação, a solicitação da Federação Portuguesa de Patinagem de 4 junho de 2019, de quais eram os clubes representativos
da Região ao Campeonato de Portugal da III Divisão , diz ter respondido no mesmo dia que o Clube representativo da mesma é
o Clube Sport Marítimo.
“Com a alteração do Regulamento para o Hóquei em Patins, esta Associação, não fez mais de que confirmar o Clube Sport Marítimo,
como seu representante, não excluindo nenhum dos seus Clubes de qualquer competição, nem esta Associação tem competência para tal”, declara a APM.
“O Clube de Futebol Carvalheiro, afirma que esta Associação não cumpriu com as normas vigentes em relação à sua inscrição. A
formalização de uma inscrição não implica que a mesma está em conformidade com os regulamentos e desde logo aceite”, alega a Associação de Patinagem, “pelo que em conformidade, com o próprio Comunicado do Clube de Futebol Carvalheiro, apresentado em conferência de imprensa de 4 de Agosto de 2019, junto das entidades competentes, Federação de Patinagem de Portugal ou outras, fazer valer os seus direitos, e se Lhe assistir a razão, esta Associação acatará e fará cumprir as decisões que forem determinadas, mas assistindo-lhe o direito de se defender, caso seja necessário”.
A APM rebate também a afirmação do CFC de que a associação não está interessada em ter mais Clubes, a competir a nível nacional, “o que comprovadamente é falso, basta verificar as inúmeras tentativas feitas por esta Associação junto das entidades competentes, para que Clubes seus filiados, como exemplo: o Hóquei Clube da Madeira, o Clube Desportivo São Roque, que época a época, solicitam o nosso apoio para competirem a nível nacional, com todo o mérito, e as suas pretensõessão recusadas com base nos regulamentos que o Clube de Futebol Carvalheiro agora rejeita”.
Já quanto à falta de formação, esta Associação esclarece que “quem não a tem, é o Clube de Futebol Carvalheiro, que tendo um recinto desportivo, junto a uma escola, Curral das Freiras, e dispondo da massa crítica necessária, deveria promover a modalidade junto da mesma, e o não fez. Promovendo, apenas, uma reunião junto da Direcção da referida Escola, em que esteve presente a nossa Directora Técnica, assegurando esta Associação, no primeiro ano um apoio financeiro, para minimizar os custos da deslocação do monitor indicado, para fazer face aos custos de deslocação do mesmo”.
“De igual modo, o Clube de Futebol Carvalheiro, solicitou apoio em equipamentos o que foi recusado, por ser incompreensível que um Clube que tenha recursos financeiros para assegurar uma equipa em competição nacional, não tenha recursos financeiros para promover a sua formação”.
“O número de patinadores inscritos e, em actividade nos escalões de formação afectos aos Clubes filiados nesta Associação, são a prova de que a mesma existe, e com certeza, sem o contributo do Clube de Futebol Carvalheiro”, alega Miguel Rodrigues.
Já quanto à arbitragem, o dirigente diz quer a APM promoveu um curso de árbitros recentemente, que se encontram em actividade, bem como, um curso de treinadores, que se encontram agora em estágio: refere o Clube de Futebol Carvalheiro, que esta Associação
remeteu para a Federação de Patinagem de Portugal, uma proposta do seu departamento de Hóquei em Patins, para que os dois Clubes da Madeira, participantes no Campeonato Nacional da III Divisão, não implica que tenha tido por parte desta Associação a sua concordância ou validação; afirma que esta Associação, em reunião junto da DRJD, de demover a mesma de compromissos que tinha com o Clube de Futebol Carvalheiro”, mas a APM alega que não teve conhecimento por parte da DRJD, de qualquer decisão relativamente à participação do Carvalheiro, e que este clube tem o direito de reunir com as entidades que entenda, tendo a Associação esse mesmo direito. A Associação de Patinagem da Madeira diz entender que cumpriu com a Lei, e com os regulamentos, na tomada de decisão, em relação ao Clube representativo desta Região ao Campeonato de Portugal da III Divisão, reafirmando, que cumprirá sempre com os mesmos, e dentro do direito instituído.