Bloco de Esquerda acusa GR de se ter tornado uma “fábrica de austeridade” para os madeirenses, em especial para os jovens

O BE acusou hoje o Governo Regional de se ter tornado uma “fábrica de austeridade” para a maioria dos madeirenses, sendo um “El Dorado” apenas para alguns. Foi no decorrer de uma acção de campanha, realizada junto ao edifício governamental na Avenida Arriaga, protagonizada por Rui Ferrão e dedicada às problemáticas do acesso ao ensino superior na RAM e às alternativas que se impõem para resolver as mesmas.

“A educação é o instrumento mais eficaz no combate à exclusão, ao desemprego, à pobreza e ao conservadorismo cultural”, referiu este responsável do Bloco. “Após a escolaridade obrigatória, o ingresso no ensino superior é a escolha de muitos jovens – uma escolha que representa um grande esforço financeiro para as famílias, incompatível com o nosso nível de rendimento médio  (± 900) – com um custo que facilmente ascende a valores na ordem dos 600/700 euros mensais, pelo pagamento de propinas, alojamento, alimentação, transportes, materiais escolares”, declarou.

Porém, o bloco constata que muitos não iniciam o curso, outros desistem por razões financeiras.

O partido defende, pois, a atribuição de bolsas de estudo a todos os universitários da Região. Se as oportunidades são escassas para os jovens com formação superior, para os demais ainda mais grave é o cenário.

No entender dos bloquistas, “os jovens devem questionar o GR sobre as oportunidades para se estabelecerem na Madeira após os estudos, de constituírem família e terem perspectivas de realização profissional. Há que apostar na diversificação da economia e do emprego e o Governo Regional tem de assumir investimento produtivo a longo prazo – ciência e tecnologia – em vez de ficar à espera de privados. O que vemos é o favorecimento de actividades especulativas de enriquecimento rápido, mas só para alguns”, acusou Rui Ferrão.