“O dinheiro compra a saúde”, acusa o PNR Madeira

cirurgiaO PNR Madeira veio hoje a público pronunciar-se sobre o setor da Saúde na Região, sublinhando que “se por exemplo um utente tem uma hérnia ou catarata ocular, tem de esperar pela sua vez no público, mas se for ao privado, faz no dia seguinte.

O partido, na Região, emitiu um comunicado onde refere que “o dinheiro compra a saúde. Se não tem dinheiro, espera pela chamada do sector público e enquanto vai tomando ou se intoxicando de medicamentos e alguns utentes necessitam de baixa prolongada. No fim, o gasto com os medicamentos e baixa prolongada daria para umas quantas cirurgias. Ou seja, o governo pensa que poupa, mas gasta muito mais”.

A mesma nota sublinha ser verdade que “se o sector publico der resposta a tudo em tempo adequado, o sector privado vai encolher, e o governo não quer mais desemprego. Mas quem não pode esperar são os doentes desesperados por uma solução viável. Porque também não é justo descontar para um sistema de saúde supostamente gratuito e ter de pagar fortunas por uma cirurgia”.

O PNR sugere que “se nós descontamos para a saúde, quando ficamos doentes temos direito de ser tratados adequadamente. Se o governo não consegue tratar, então não deveria descontar. Soluções existem, e quanto a nós, a forma mais prudente de resolver esta questão seria um modelo no qual o utente descontava para um sistema qualquer de saúde à sua escolha e quando ficasse doente seria o sistema a pagar as despesas quer elas fossem realizadas no sector público ou privado. Desta forma acabava-se com as listas de espera, com o desespero dos doentes e com as críticas de toda a oposição”.