Lina Pereira do JPP acusa Governo Regional de não ir ao encontro das necessidades dos idosos

O JPP levou a cabo na manhã de hoje uma conferência de imprensa no Dia Internacional de Sensibilização sobre a Prevenção da Violência contra a Pessoa Idosa, uma oportunidade para lembrar a importância de criar condições e estruturas capazes de dar resposta e dignidade a este grupo populacional.

A deputada Lina Pereira aproveitou para recoredar que a Região Autónoma da Madeira é uma das regiões do país com maior índice de violência contra os idosos, tendo a própria “OMS (Organização Mundial de Saúde) indicado que Portugal é um dos cinco países onde pior se tratam os idosos, sendo por isso uma situação que merece toda a nossa atenção.”

“A violência contra o idoso não é só aquela que se vê” por isso o JPP “exige um acompanhamento da situação e recordou que na discussão relativamente ao estatuto do cuidador informal, propôs que se criassem estruturas de apoio através equipas multidisciplinares e descentralizadas, na própria comunidade, sendo fundamental o reforço de recursos humanos, quer no âmbito da saúde, como também da inclusão e assuntos sociais, sem esquecer a articulação com as autarquias e associações locais”, reforçou a deputada.

“Só com o reforço de profissionais, em equipas diferenciadas, multidisciplinares e de proximidade, será possível um acompanhamento e monitorização destas situações, sendo fundamental para o conhecimento e sinalização de situações de violência, além da própria segurança que é sentida pelo idoso”, refere uma nota de imprensa do partido.

Lina Pereira frisou que “o crescimento de listas de espera não só para o apoio domiciliário. Verifica-se também nos lares, não esquecendo as altas problemáticas, que são também uma forma de violência contra a pessoa idosa.” Esta é “uma dura realidade que precisa de soluções rápidas”.

A oradora sublinhou que a prestação de um melhor serviço à população idosa é, “sem qualquer dúvida, uma opção governativa do Governo Regional do PSD, mas é necessário investir e não apenas criar diplomas vagos e abrangentes que nada referem sobre a operacionalização dos apoios”.

Lina Pereira lembrou ainda que esta proposta do JPP foi chumbada pelo PSD. A verdade é que “desde 2015, houve uma promessa do Governo Regional, em reforçar os quadros de ajudantes domiciliárias, mas por insuficiência económica as contratações não foram efectivadas como prometido.”


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