Carlos Valente enche Museu Henrique e Francisco Franco com mostra individual de fotografia e vídeo

O artista, professor e videasta Carlos Valente conseguiu hoje encher o Museu Henrique e Francisco Franco, no Funchal, com uma ampla audiência de interessados em visitar a sua mais recente exposição individual, intitulada “(da pura visualidade) ou da pintura aumentada”.

Segundo este criador, este projecto expositivo consiste na releitura estética da pintura de Henrique Franco, através das teorias da visualidade pura de Riegl e Wolfflin, através do recurso à fotografia e vídeo. “Trata-se de concentrar o olhar no pormenor e no fragmento, para destacar elementos plástico-formais que considero exemplares para pensar a técnica, o estilo e as opções temáticas do pintor”, refere Carlos Valente.

Na ocasião e perante a assistência, e na presença da vereadora Madalena Nunes, com o pelouro da Cultura na CMF, entre outras entidades, Carlos Valente explicou que procurou estabelecer uma correlação entre Henrique Franco e Marcel Duchamp que, curiosamente, nasceram na mesma década e também morreram na mesma década.

Esta mostra insere-se no ciclo de exposições temporárias do Museu Henrique e Francisco Franco, que visam dinamizar um espaço cultural de grande relevância para a memória cultural do modernismo português, salienta a Câmara do Funchal.

A exposição será de entrada gratuita e visitável entre as 9h30 e as 18h, de segunda a sexta-feira até o dia 18 de Julho.

A mostra consiste em nove fotografias e um vídeo.

No texto da folha de sala desta exposição individual, Carlos Valente refere o modo como procurou abordar a pessoa de Henrique Franco e a sua relação com os lugares que habitou (ou que o habitaram), bem como o “eterno diálogo surdo entre forma e conteúdo”, entre outros aspectos, como “o acto de pintar, pincelando com diversos cinquenta modos”, ou “a idiossincrasia, nada idiota, da cor-fenómeno que não se deixa capturar”.