Ensino obrigatório totalmente gratuito na Madeira se Cafôfo ganhar as eleições, compromisso também com professores

Cafôfo- Mesa redonda Educação
“Temos das mais altas taxas de analfabetismo e também 26% de abstentismo ou abandono escolar, números que têm de ser combatidos”.

Paulo Cafôfo, candidato à presidência do Governo Regional nas eleições de 22 de setembro, comprometeu-se hoje com mais um objetivo se ganhar a Quinta Vigia. O ensino obrigatório será totalmente gratuito, ou seja «o ensino obrigatório tem de ser gratuito, seja na questão dos manuais, dos transportes e da alimentação, porque se hoje em dia a escola está aberta a todos e todos têm acesso à escola, nem todos têm acesso ao sucesso em condições de igualdade».

Paulo Cafôfo deixa claro que é importante dar condições às famílias mais carenciadas para que os filhos “tenham condições de igualdade para terem sucesso. É por isso que a nossa aposta na gratuitidade do ensino será uma realidade no governo desta Região, quando o PS assumir esse mesmo governo a partir de setembro».

Estas posições do candidato socialista foram apresentadas esta tarde durante “uma mesa redonda sobre Educação, Ensino e Qualificação”. A iniciativa decorreu no edifício da Reitoria da Universidade da Madeira.

Na ocasião, o candidato socialista afirmou que, no projeto que tem para a Região, «estamos com uma aposta muito forte na Educação». «O nosso valor enquanto Região são as pessoas, e quanto mais qualificadas forem, melhor emprego terão, melhores rendimentos também irão auferir e isso tem um efeito positivo na qualidade de vida, mas também na economia da Região», referiu Paulo Cafôfo.

O candidato deu conta que existem problemas no que diz respeito à qualificação dos cidadãos, revelando que “temos das mais altas taxas de analfabetismo e também 26% de abstentismo ou abandono escolar, números que têm de ser combatidos. Prosseguiu referindo que temos «um excelente corpo docente» e aproveitou para deixar a garantia a todos os professores relativamente à progressão na carreira”

Cafôfo constatou que há uma grande desconfiança por vezes em relação ao trabalho do professor e que se «pede provas de tudo e mais alguma coisa», o que significa que a função docente é uma função muito burocrática. Por isso, salientou que «temos de ter um simplex na educação, confiando no trabalho dos professores, simplificando aquilo que é a sua tarefa, porque os professores, mais do que funcionários administrativos, são intelectuais, são pedagogos e, portanto, é como pedagogos que devem exercer esta sua missão».

Por seu turno, Rui Caetano, que está a coordenar o programa do PS para a área da Educação, explicou que o objetivo desta iniciativa foi recolher as propostas e ideias dos professores e dos agentes da educação, «que neste momento têm experiência, conhecimento e as ideias já formadas sobre aquilo que se deve fazer para ter uma escola diferente, uma escola que promova o sucesso escolar e a melhoria das aprendizagens». Um contributo que se junta àqueles que têm vindo a ser recolhidos nos Estados Gerais e noutras iniciativas que o partido tem levado a efeito, com vista à elaboração do programa de Governo nesta área.