Rui Barreto denuncia aumento de pobreza na RAM e diz que GR tem desperdiçado fundos da UE

O líder do CDS-PP, Rui Barreto, criticou hoje o anúncio do Governo Regional acerca do crescimento económico registado na Região há 66 meses consecutivos, frisando que “a pobreza também cresce” e que “há demasiados pobres na RAM”. Barreto apoiava-se em dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), revelados no passado dia 7 de Maio, dando conta de um crescimento de 27,4% da população madeirense em risco de pobreza para 31,9%, no espaço de apenas um ano, de 2017 para 2018.
As declarações foram proferidas no concelho da Calheta, com potencial para a agricultura mas também o turismo, na óptica dos centristas, pelo que Barreto criticou o modo como, afirma, o Governo Regional “tem desperdiçado fundos europeus”.
“O pacote de ajudas comunitárias para a agricultura regional atinge os 179 milhões de euros, mas a Região é a pior do país ao nível da execução do PRODERAM, com uma taxa de 36,1%, contra os 54,3% dos Açores e 52,5% do continente”, criticou.
“Esse dinheiro não está a ser aproveitado, não está a chegar a quem precisa, a quem merece e faz agricultura”, mencionou. “Não podemos desperdiçar os fundos europeus que ajudam a valorizar a nossa agricultura, produzir mais e aumentar o rendimento dos agricultores”, declarou, estabelecendo uma relação entre o aumento de madeirenses em risco de pobreza e a gestão dos dinheiros públicos por parte do executivo de Albuquerque.
“Não estamos a utilizar bem o dinheiro nem estamos a distribuir bem o dinheiro dos nossos impostos. Soubemos agora que a taxa de risco de pobreza aumentou de 27% para 32%, são 81 mil madeirenses em risco de pobreza. Não podemos distribuir o dinheiro pelos mesmos e apenas por alguns. O dinheiro dos impostos tem de servir para elevar a condição de vida de todos os madeirenses e para ajudar as pessoas que estão em risco de pobreza e trazê-las para uma situação melhor “, defendeu.
Recordou ainda que o CDS fez aprovar no Parlamento uma proposta que valoriza os produtos regionais, obrigando a que as entidades públicas, escolas, hospitais e lares, que confeccionam refeições, tenham de dar preferência aos produtos regionais no processo de contratação. “Falta o Governo regulamentar”, disse.

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