PDR-Madeira vai às Europeias para defender a “especificidade económica, social e cultural” da Região

Fotos Rui Marote.

(1.ª parte) O Funchal Notícias dá hoje início a uma série de entrevistas aos candidatos, pela Madeira, às Eleições Europeias de 26 de Maio.

O primeiro entrevistado é Filipe Rebelo, candidato pelo PDR-Partido Democrático Republicano.

Funchal Notícias: O que leva o PDR-Madeira a concorrer às Europeias de 26 de Maio?

Filipe Rebelo: Sendo o PDR- Madeira uma filial do PDR Nacional que tem no Parlamento Europeu, um eurodeputado, Marinho Pinto, faz todo o sentido participarmos destas eleições Europeias 2019, que pelas características que apresentam e pelos vários dossiês europeus em discussão, inclusive no âmbito das regiões ultraperiféricas da qual a Região Autónoma da Madeira faz parte torna-se fulcral participar no debate europeu apresentando soluções e defendendo a nossa especificidade económica, social e cultural.

FN: O 6.º lugar na lista nacional é o desejável ou o possível?

F.R: Considero que fazer parte desta lista nacional é uma honra e muito gratificante, independentemente do lugar, pois o que me move é o interesse público e ser uma voz que defenda a Madeira e os madeirenses na Europa. Alguns candidatos de outros partidos procuram na política fazer vida dupla e acumular cargos pagos e se não forem eleitos ficam amuados (risos), não é o nosso caso. O PDR- Madeira vê estas eleições Europeias 2019 como um campeonato, onde no início todos começam com os mesmos pontos, e não há favoritos, no final é que fazemos as contas.

Independentemente da pontuação, temos as nossas ideias e os nossos objetivos sempre presentes e bem delineados, por isso vamos à luta e sem nunca desistir, e sem a preocupação com os lugares na lista pois temos a certeza que qualquer dos candidatos do PDR tem competência e capacidades para representar com excelência Portugal e as suas Regiões Autónomas, Madeira e Açores.

FN: O eurodeputado e presidente do PDR, António Marinho e Pinto encabeça a lista. Confia na sua reeleição depois das divergências com o MPT?

F.R.: Sim confio plenamente na sua reeleição, pois fez um excelente trabalho como eurodeputado tendo sido o 3º melhor eurodeputado português, no parlamento europeu, sendo também vice presidente do grupo europeu PDE. Por conseguinte é perfeitamente natural que venha a ser novamente eleito. Contudo, não podemos esquecer que são os portugueses a votar para elegerem os candidatos para representar-nos na União Europeia. Divergências!? Não vejo isso como tal, até porque foi Marinho e Pinto que elegeu 2 deputados e não ao contrário. É um político honesto com uma personalidade forte, em que os portugueses o reconhecem pela sua frontalidade, e pela forma como fala dos assuntos sem medo nem tabus que por muitas vezes abalam todo o sistema político e social Português e não só … Os compromissos políticos têm que ser honrados como eles são formulados e prometidos e não mudar as regras depois de estarem servidos, pois quem age assim só vem demonstrar a sede de poder, (e isto também acontece, inclusive, com os ditos partidos pequenos) .

FN: Está prevista a deslocação de Marinho e Pinto à Madeira? Quando?

F.R: Sim está. Embora a data exata da deslocação irá depender da sua agenda, pois o mesmo irá percorrer todo o país…

FN: O que pode a Europa fazer pela Madeira e o que pode a Madeira fazer pela Europa?

F.R: A Europa pode fazer muito pela Madeira, não podemos esquecer o desenvolvimento que a Madeira teve em vários setores da atividade económica e nas várias áreas social, cultural, etc, através das políticas de coesão e dos vários quadros comunitários de apoios da União Europeia. Não podemos esquecer que somos uma região ultraperiférica, e por consequente temos que ver as nossas especificidades. Atualmente são vários dossiês que têm de ser trabalhados de forma a garantir a qualidade de vida dos madeirenses e o crescimento económico da Região Autónoma da Madeira, como por exemplo a clarificação da nossa Zona Franca que se assume como um importante dinamizador da nossa economia e representa 21% do PIB regional; o reforço e manutenção dos apoios comunitários fulcrais para o nosso desenvolvimento sustentável, a “liberalização” da linha aérea, nomeadamente a mobilidade aérea e marítima, não podemos vê-la como uma questão de Jogos políticos sujos , mas sim como uma questão de dignidade e de qualidade para os residentes da região, pois é de inteira justiça que os madeirenses e porto-santenses não sejam penalizados pela sua condição de ilhéus; Nas pescas garantir apoios aos nossos pescadores e tentar aumentar as quotas de pescado; o mesmo na agricultura em relação ao apoio aos nossos agricultores e a sua produção; no domínio da educação e trabalho apoiar os nosso jovens nas suas formações e estimular a sua entrada na vida ativa sem precariedade e com a dignidade que todo o trabalhador merece ter. Da parte da Região Autónoma da Madeira a Europa pode esperar dos madeirenses a identificação com os valores europeus e o respeito pelos tratados assinados por Portugal. (Continua).