“Gostávamos de alcançar os resultados das últimas eleições legislativas, que foram 2122 votos”

Fotos Rui Marote.

(2.º parte da entrevista a Filipe Rebelo)

Funchal Notícias: Se for eleito, quais as primeiras cinco medidas que irá defender no Parlamento Europeu?

Filipe Rebelo: Temos que perceber como funciona o Parlamento Europeu até porque existem várias comissões que trabalham como a suas especificidades, a nível de representação, de ideologia política, e a maioria dos eurodeputados estão inseridos nas mesmas. Mas gostava de ser uma voz de defesa da Madeira e dos madeirenses, neste âmbito promover iniciativas de combate ao desemprego, sobretudo jovem, e a precariedade laboral; lutar por reformas mais dignas para os portugueses (quiçá a Reforma Mínima Europeia) , pensões de invalidez e deficiência numa Europa única, porque as pessoas merecem ter qualidade de vida e não serem sujeitas a esmola dos governos, porque o dinheiro é nosso e não de quem nos governa. Quero também lutar contra todo o tipo de politicas de austeridade como foram as implantadas pela Troika (a mando da especulação do FMI, porque essa Organização pelos cortes que nos impôs prejudicou muito a vida dos portugueses). Devíamos sim criar uma entidade Europeia de Anti Corrupção, para fiscalizar os governos na gestão e distribuição dos dinheiros europeus. Lutaria pela justiça e dignidade de todos os portugueses como seres humanos com vencimentos mínimos (ordenado mínimo) que deviam ser iguais, ou pelo menos mais aproximado, em toda a União Europeia, porque não podemos ter uma Europa a duas ou três velocidades, nós merecemos ter a qualidade de vida que alguns europeus têm, e acredito que não seria difícil em conseguir. Em Portugal o governo ou os partidos do poder dos últimos anos estão caducos há muito tempo e governam sem qualquer visão europeia, limitam-se a ser subservientes da politicas europeístas ditadas pela Alemanha e França. Por outro lado os mediáticos casos de corrupção em Portugal ao mais alto nível, que nos envergonha na Europa e que já levou a frases jocosas como a do holandês e ex-presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, que acusou os europeus do Sul de gastarem o seu dinheiro “em copos e mulheres” e “depois pedirem que os ajudem”. Deveríamos sim criar um sistema de segurança social europeu que salvaguarde dos cortes do estado na sua reforma quem sempre trabalhou, já me cansa ouvir tanta injustiça, e nomeadamente mentiras como que os sistema da segurança social esta falido. Lutarei pelo fim dos apoios aos bancos, pois o dinheiro usado para injetarem nos bancos permitiria investir em reformas dignas e até quem sabe pensar em alterar a reforma para os 55 anos, idade digna de desfrutar da vida.

FN: Quanto vai gastar o PDR-madeira nesta campanha?

FR: O PDR madeira gastará o mínimo possível até porque não temos muito dinheiro para gastar e mesmo que tivéssemos não gastaríamos pois consideramos que num país onde o ordenado mínimo é muito baixo gastar milhares em propaganda política é um desrespeito para com o nosso povo.

FN: Um bom resultado do PDR na Madeira pode ser quantificado em número de votos? Quantos?

FR: Gostávamos de alcançar os resultados das últimas eleições legislativas, que foram 2122 votos ou até mesmo melhorar essa fasquia …

FN: As “Europeias” são, para o PDR-Madeira um “balão de ensaio” para as Regionais de 22 de setembro?

FR: Sem sombra de dúvidas, até porque o percurso que temos feito até aqui, tem sido um percurso longo mas sustentável e progressivo, degrau a degrau. Procuramos evoluir e crescer ouvindo as pessoas e adequando as nossas estratégias e objetivos de forma a ir de encontro as suas expectativas e necessidades.

FN: E para as Legislativas Nacional de Outubro?

FR: Chegando altura lá estaremos também com as preocupações afectas à Região, mas também nunca poderemos de esquecer que a MADEIRA terá que estar sempre em primeiro lugar e defenderemos a AUTONOMIA, muitas vezes esquecida, por causa dos interesses pessoais e jogos políticos…