Santa Cruz acusa PSD e PS de “desonestidade e perseguição usando a Comissão Nacional de Eleições como braço armado”

A Câmara Municipal de Santa Cruz emitiu hoje uma posição de repúdio “de forma veemente”, ao que considera ser uma “clara partidarização e instrumentalização da Comissão Nacional de Eleições (CNE), com fins claramente persecutórios do trabalho de autarcas legitimamente eleitos e do dever de informação que deve orientar qualquer gestão aberta, transparente e séria”. Tudo porque, segundo refere, “as últimas semanas, a Câmara tem recebido sucessivas notificações da CNE, dando conta de queixas formalizadas pelo PSD e pelo PS, que mais não são do que pura desonestidade e perseguição, com fins eleitoralistas, usando, para tal, a Comissão Nacional de Eleições como braço armado”.

Aponta a Autarquia que “as últimas são ainda um exemplo pleno de má fé, na medida em que o PSD se queixa de um cartaz que já foi retirado há pelo menos quatro meses, e o PS queixa-se de contactos informativos do trabalho autárquico, uma prática recorrente deste executivo, e faz já um julgamento sumaríssimo com aplicação de penas à autarquia e a órgãos de comunicação social. Este comportamento é tão mais gravoso e desonesto, quando os dois partidos usam diariamente as práticas que denunciam, com a agravante das mesmas serem exercidas por elementos que são realmente candidatos aos próximos atos eleitorais, como é o caso do Presidente do Governo Regional e restante executivo, e dos autarcas que são do PS”.

A Câmara sublinha que “é vê-los a anunciar milhões, obras, investimentos sectoriais, a usar jornais para veicularem essas mesmas iniciativas e depois terem a lata e a desonestidade política e intelectual de denunciarem autarcas que não são candidatos a nada, mas que simplesmente cumprem o seu dever de informação à população que os elegeu. O PS chega mesmo ao cúmulo de pedir uma visita da sua candidata ao Parlamento Europeu às instalações da Loja do Munícipe no Caniço, e depois cataloga de publicidade institucional uma iniciativa de informação à população sobre o trabalho autárquico”.

Acrescenta a nota da Autarquia santacruzense que “perante tamanho ataque ao trabalho de um executivo legitimamente eleito, perante tão grande desrespeito pela transparência democrática de uma gestão autárquica, consideramos que existe aqui uma duplo peso e uma dupla medida por parte do Partido Socialista. Ou seja, por um lado critica e condena uma iniciativa de um presidente de Câmara eleito de forma democrática e que contacta a população que o elegeu, e, por outro lado, chamam esse mesmo executivo para estar presente numa iniciativa claramente de caráter partidário e eleitoral. Uma incoerência total, pois, segundo o PS, não posso falar das iniciativas que a minha gestão autárquica realiza, que é o mesmo que dizer que sou censurado na minha própria casa, mas já é legítimo ao PS usar uma iniciativa da Câmara de Santa Cruz para a campanha eleitoral da sua candidata ao Parlamento Europeu.

 


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