“O Mercado dos Lavradores não será transformado em centro comercial, a Praça do Peixe não terá um único restaurante”, garante o vereador João Pedro Vieira em resposta ao PSD-M

João Pedro Vieira escreve para dizer que “do que depender de nós, o Mercado continuará a ser o que sempre foi: um local icónico da Região, onde os produtos agrícolas e o “peixe-fresco” predominem.

“Não, o Mercado dos Lavradores não será transformado num Centro Comercial. A Praça do Peixe não terá um único restaurante. O Mercado poderá vir a ter outros espaços dedicados ao peixe, numa zona inferior e superior, onde, em tempos, se vendia peixe… congelado. Mais: ninguém ficou sem banca de trabalho e nenhuma delas sairá de onde está”. Foi assim que João Pedro Vieira, vereador na Câmara Municipal do Funchal, com o pelouro dos mercados, e secretário-geral do PS, reagiu à posição que o PSD-M tem assumido relativamente ao Mercados dos Lavradores, avançando em sede de Assembleia Regional com o projeto de preservação da imagem daquele espaço.

João Pedro Vieira diz que “do que depender de nós, o Mercado continuará a ser o que sempre foi: um local icónico da Região, onde os produtos agrícolas e o “peixe-fresco” – como escreve o PSD – predominem – mas não são votos de protesto, resoluções, ou classificações que o salvarão; são acções concretas”. Promete que “em breve, daremos novidades e convidaremos todos para se juntarem a nós na discussão e desenho final deste projecto, para juntos continuarmos a construir um Mercado, uma Cidade e um Município melhores. Foi para isso que nos colocaram aqui”.

Na sua página pessoal do facebook, o vereador lembra que “recentemente, a Assembleia Legislativa Regional aprovou um protesto, com o voto do PSD, onde, entre outras coisas, criticava a presença de restaurantes, cafés, marroquinarias e lojas de souvenirs no Mercado, “a agiotagem e especulação milionária” das rendas praticadas; os preços exorbitantes dos produtos comercializados; e o desmazelo. O PSD aprovou este protesto, mas não satisfeito com isso apresentou agora uma resolução que visa a classificação do Mercado como “monumento de interesse público”. Ignoremos, para começar, a designação – ou é monumento, ou é imóvel de interesse público, mas isso é um detalhe que ao PSD pouco interessa.”

Diz mais o vereador: “Recuemos até 2009 e 2014. O que diziam os estudos sobre o Mercado da Penteada e dos Lavradores? Sobre o Mercado dos Lavradores, o diagnóstico falava em “quiosques pouco funcionais, falta de espaço para armazenar caixas, iluminação irregular e desadequada, proliferação de produtos não regionais, zonas de circulação ocupadas, proximidade entre resíduos e produtos, exposição descuidada dos produtos, dimensões reduzidas do depósito dos resíduos, pisos degradados, alvenarias degradadas, problemas ao nível da iluminação, som e ventilação, problemas no sistema de videovigilância, sinalética desadequada, mobiliário degradado, mistura na oferta dos produtos, instalações sanitárias desadequadas, permanência de pessoas em situação sem-abrigo no Mercado e falta de manutenção e limpeza”; sobre o Mercado da Penteada, em “desordenamento, parque de estacionamento desorganizado, uso indevido do estacionamento, espaços fechados, iluminação desadequada, exposição dos produtos descuidada, zonas de circulação ocupadas, falta de espaço para armazenar caixas, imagem descuidada, barreiras físicas, zona de resíduos muito exposta e mobiliário urbano degradado”. Foi este o resultado da gestão dos Mercados pelo PSD e em particular pela Vereadora com o pelouro: Rubina Leal”.

João Pedro Vieira acentua que “há, no meio de tudo isto, uma coisa que o PSD ainda não compreendeu: é que este projecto, como muitos outros, não é apenas do Paulo Cafôfo; é um projecto da Câmara Municipal, também dos dirigentes e funcionários que o planearam, para a Cidade e para toda a Região. Para os comerciantes; para os clientes; para os turistas que nos visitam. Quem duvida disso, devia perder menos tempo a ouvir a Deputada e Vereadora Rubina Leal, que tem um passado à frente dos Mercados que fala por si, e passar mais tempo a ouvir os comerciantes: os que aceitaram reorganizar-se, sem imposições de qualquer tipo; os que ficaram a ganhar; e os que sabem que ganharão com este projecto, pensado e construído a pensar neles também. Em todos os comerciantes do Mercado. Tal e qual como aconteceu com as novas bancas das floristas”.

Numa ótica mais política, o vereador aponta que  “politicamente, o tempo que vivemos não é estranho; é igual aos 43 anos em que o PSD Madeira se dedicou a utilizar todas as armas ao seu dispor para vencer eleições. Meço bem as palavras que aqui partilho: o PSD utilizou, utiliza e continuará a utilizar todas as armas disponíveis para vencer eleições. Nunca importaram os métodos, desde que no final o resultado seja o mesmo de sempre”.


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