Era bom ver o que aconteceu com o Serviço Regional de Saúde nos últimos anos, alerta o médico Pedro Costa Neves

“Não consigo entender que nós, durante tantos anos, lutámos pela capacidade formativa, e os serviços perderam a capacidade formativa. Será que as pessoas perderam interesse? Se calhar, as listas de espera têm a ver com essa falta de entusiasmo e produtividade. Era bom ver o que aconteceu ao Serviço Regional de Saúde nos últimos anos, há muitos aspetos que devem ser revistos. Houve falta de ética por parte da gestão hospitalar. O pior é os profissinais se sentirem desmotivados. Sou capaz de estar a ser um pouco agressivo, mas tenho que ser honesto”. Foi isto mesmo o que disse, na audição em sede de comissão parlamentar de inquérito ao funcionamento da unidade de Medicina Nuclear, o médico especialista Pedro Costa Neves, a uma resposta ao deputado do CDS, também médico  Mário Pereira

O clínico considerou, ainda, referindo-se ao médico Rafaeal Macedo, que “deve haver sensatez, não conheço o colega em causa, não posso atestar das suas razões, achou que estava no seu direito, mas não podemos ignorar a gravidade das suas declarações, todos os dias morrem pesssoas nos hospitais”, disse hoje há pouco o médico Pedro Costa Neves, durante a audição na comissão de inquérito parlamentar ao funcionamento da Unidade de Medicina Nuclear do SESARAM e ao depoimento do médico Rafael Macedo.

Pedro Costa Neves, que não exerce a sua profissão no Hospital há cerca de dez anos, revelou que “antes entrada do serviço de Medicina Nuclear, o nosso grande óbice foi sempre a falta da Rdioterapia, sobretudo esta, e Medicina Nuclear em exames muito específicos. Antes, o sentimento geral era de respulsa pelas deslocações ao Continente para fazer a Radioterapia, sobretudo. Felizmente, agora existe aqui na Região. O importante é que se faça com qualidade, independentemente de ser no privado, não tenho nada a apontar à qualidade da Quadrantes. A possibilidade de fazer Radioterapia na Madeira é fantástico”.