Paulo Cafôfo quer democratizar o acesso à Cultura

Rui Caetano considerou que «cultura, igualdade, inclusão, equidade, são os pilares que sustentam a Educação.».
Paulo Cafôfo destacou «o projeto socialista feito com ideias, juntando pessoas.

«Educação, Cultura e Igualdade: Políticas de Inclusão». Foi a abordagem destes temas que marcaram a iniciativa de hoje dos Estados Gerais do PS-Madeira, uma iniciativa que decorreu no Centro Cívico de São Martinho e contou com a participação dos coordenadores nas áreas em debate. A moderação esteve a cargo de Laureano Ascensão de Macedo e o objetivo foi debater de que forma as áreas da cultura, educação e igualdade poderão estar coordenadas por forma a delinear um projeto político promotor de mais igualdade e maior inclusão.

O debate contou com a participação de Énia Freitas, professora com especialização em Educação Especial, Rui Caetano, na qualidade de coordenador da área de Educação, Luísa Paolinelli, como coordenadora da área da Cultura e Elisa Seixas, responsável pela área da Igualdade.

Numa nota do gabinete de comunicação do PS-M, refere-se que “ocandidato do PS às eleições regionais afirmou que é necessário «colocar como prioridade na agenda política a cultura, bem como a democratização do acesso à cultura». «É essencial para evoluirmos enquanto sociedade. A cultura permite abrir mentalidades. A grande mudança e a grande transformação que falta acontecer, na Madeira, é a mudança de mentalidades. Nós precisamos de ter outra postura política, pois a única coisa que existe é uma arrogância e uma guerrilha política constante», referiu Paulo Cafôfo. O candidato à presidência do Governo Regional afirmou que é necessário «estar focado nas pessoas e na melhoria de vida dessas mesmas pessoas e não andarmos distraídos com questões de política baixa. O que queremos é ser positivos e isso só é possível se mudar o governo». Tal como adiantou,  «está mais do que provado que com os mesmos não vamos lá, por isso a questão da igualdade, da cultura e da educação é essencial». Paulo Cafôfo acredita que é possível perspetivar uma mudança social. «Acredito que as mudanças só poderão acontecer através da educação», sustentou.

A educação é a base de tudo, mas segundo o candidato socialista é preciso um sistema completamente diferente. «Não podemos continuar, neste século XXI, agarrados a uma estrutura arcaica». Paulo Cafôfo destacou «o projeto socialista feito com ideias, juntando pessoas para que todos juntos possamos perspetivar uma alteração do modelo económico esgotado». «Esgotou-se o modelo da dívida, esgotou-se o modelo do betão, é preciso apostar nas pessoas, promovendo a igualdade e a inclusão», frisou.

A coordenadora da área da Cultura, Luísa Paolinelli, considerou que «a indagação ontológica e a consciência ética em que se fundamenta a cultura e o olhar artístico são essenciais na construção de uma cidadania livre, que pensa por si e que desenvolve um sentido crítico. A cidadania pratica-se na literatura, no cinema, no reconhecimento e respeito pelo património cultural, na música, na dança, como se o ser humano estivesse a usar um simulador de bordo, entrando em muitas vidas e sensações, aprendendo mais sobre o “outro”, que é o seu próximo, compreendendo que num dado momento da vida podemos também nós ser o «outro» ou «a outra».»

Esta visão foi ao encontro do que defende o coordenador da Área da Educação. Rui Caetano considerou que «cultura, igualdade, inclusão, equidade, são os pilares que sustentam a Educação.» E por isso afirmou que «cabe-nos promover uma escola que assuma a responsabilidade de garantir as respostas educativas a todos e a cada um dos alunos e alunas sem esquecer a necessidade de trabalhar as aprendizagens através do modelo de educação/formação holística, criando as condições para que a cultura e as artes façam parte das vivências da comunidade escolar.

Énia Freitas, professora de Educação Especial destacou a importância de se desenvolver um novo padrão de políticas educativas que ofereçam a todos os alunos e alunas possibilidade, mas adaptando-a a cada um de acordo com as suas caraterísticas, capacidades e potencialidades.» Énia Freitas defendeu que «no processo de ensino/aprendizagem, temos necessariamente de esquecer os currículos “pronto a vestir e tamanho único”, para permitir acessos a patamares diferentes de acordo com as capacidades/interesses.»

A coordenadora da Área da Igualdade, Elisa Seixas, considerou que «é impossível pensar a igualdade sem uma articulação muito estreita com as outras áreas, nomeadamente a educação e a cultura. A promoção de uma sociedade mais equitativa e inclusiva para todas as pessoas implica, antes de mais, pensar (e promover ou não) padrões e esquemas culturais também em