TAP de regresso aos prejuízos em 2018 depois dos lucros em 2017, Governo “aperta” fiscalização à companhia

A TAP passou de lucros relativamente a 2017 para prejuízos em 2018. Os números serão apresentados no dia 21 de março e segundo a edição online do ECO esses prejuízos ultrapassam os 100 milhões de euros em 2018. Segundo a mesma publicação, remetendo para fontes da companhia “os resultados serão aprovados em conselho de administração, e depois, logo nos dias seguintes, haverá uma conferência de Imprensa para explicar este inesperado regresso aos prejuízos”.

Por outro lado, o Ambitur revela que a companhia área portuguesa “passou a ter uma comissão de estratégia, liderada por Diogo Lacerda Machado, e uma de auditoria e matérias financeiras, presidida por Esmeralda Dourado, ambos administradores da companhia aérea indicados pelo Estado”. O objetivo  é “vigiar, fiscalizar e contribuir para uma melhoria da gestão.

O “chairman” da TAP Miguel Frasquilho admitiu a existência dos prejuízos, disse que 2018 não foi um ano bom, nem operacional na vertente económico-financeira e apontou como algumas razões “o impacto da subida do preço do petróleo, a valorização do kwanza e do real, os aumentos salariais e as indemnizações pagas a passageiros”. O mesmo Frasquilho pediu, também, desculpas pela falta de pontualidade da companhia, na ordem dos 40 a 50% e disse que “não é aceitável”.

Entretanto, outras notícias dão conta que “a participação de 20% que o grupo chinês HNA detinha na Atlantic Gateway, que possui 45% da TAP, foi adquirida por duas entidades ligadas a David Neeleman. O norte-americano passa, assim, a ter uma posição indireta de 27% no capital da TAP, quando antes deste negócio detinha 18%.”.

Recorde-se que a TAP tem estado no centro da polémica relativamente à operação da linha da Madeira, não só devido a um 2018 onde os cancelamentos foram registados em grande número, mas sobretudo devido aos preços praticados e que, em muitos casos, ultrapassam os 400 euros em épocas consideradas altas. A companhia remete para a lei da oferta e das procura mas a Região considera que o Estado, que detém quase metade do capital, deveria intervir no sentido de regular essas tarifas no cumprimento do serviço público a que a companhia está obrigada na qualidade de empresa com capital público. O entendimento da TAP e do seu administrador Antonoaldo Neves é outro, alegando que as condições contratuais deixam, à TAP, a gestão dos preços.

Neste contexto e enquanto não há revisão do subsídio de mobilidade, decorreu, no âmbito parlamentar, uma comissão de inquérito à gestão da TAP, que já concluíu os trabalhos e apenas faltará a elaboração do respetivo relatório. Como primeira avaliação, fica a crítica sobre o funcionamento da companhia e o serviço que, segundo o Governo, não presta à Madeira