Susana Prada destaca empenho do GR na conservação da natureza

O Vigilante da Natureza Isamberto Silva viu o seu trabalho reconhecido.

A secretária regional do Ambiente e Recursos Naturais, Susana Prada, esteve hoje na sessão de abertura do “Workshop Life Recover Natura Life Networking – Conservação de Habitats Costeiros e Espécies Marinhas na RAM”, no auditório do Centro de Estudos de História do Atlântico.

Este acontecimento é organizado em 2 sessões: o workshop PROJETO LIFE RECOVER NATURA que pretende apresentar os resultados obtidos ao longo do Projecto, nomeadamente ao nível do controlo de espécies invasoras (animais e vegetais), da melhoria das condições de trabalho e de habitabilidade, das monitorizações dirigidas aos principais grupos de espécies e habitats e da recuperação de espécies e habitats terrestres dos sítios da Rede Natura 2000 da Ponta de São Lourenço e das Ilhas Desertas.

A segunda sessão, informa a SRARN, será destinada a debater trabalhos futuros de conservação das espécies e habitats alvo.

Na ocasião, o vigilante da natureza, Isamberto Silva, foi também homenageado pela Sociedade Portuguesa de Entomologia e Sociedade Portuguesa de Malacologia, pelo seu extraordinário contributo para o conhecimento e conservação da natureza na Região Autónoma da Madeira.

Num discurso proferido na ocasião, Susana Prada salientou que “a Madeira tem desenvolvido um reconhecido trabalho a nível da conservação das espécies e dos seus habitats”. O Projecto LIFE Recover Natura, lembrou, teve início em 2013, com o objectivo de recuperar as espécies e habitats terrestres dos sítios da Rede Natura 2000 na Ponta de São Lourenço e nas Ilhas Desertas.

Trata-se, disse a governante, de um projecto de mais de 1,3 milhões de euros, co-financiado a 50% pelo Programa LIFE+, e coordenado pelo Instituto das Florestas e Conservação da Natureza com a colaboração da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves.

“No seu âmbito, foi efectuado o controlo de espécies invasoras como os ratos, os murganhos e o alpista-da-água, que limitavam o desenvolvimento da vegetação endémica. Foram implementadas linhas de monitorização de espécies ameaçadas como o Pintainho, os caracóis endémicos e a raríssima “Beta patula”, planta exclusiva do Ilhéu do Desembarcadouro e Ilhéu Chão. Na Ponta de São Lourenço foi eliminada a linha eléctrica aérea, responsável pela morte de aves marinhas, e foram delimitados trilhos de modo a evitar o pisoteio da vegetação”, salientou.

Susana Prada destacou o empenho do GR na protecção da natureza, citando que, desde 2015, “aumentámos a Rede Natura 2000 em mais de 2.100 hectares através da criação de 8 novos Sítios de Importância Comunitária e da ampliação de 4 existentes; criámos o Sítio Cetáceos da Madeira, uma área marinha protegida com 680.000ha, e que, recentemente, passou também a integrar a Rede Natura 2000; criámos as Áreas Protegidas do Cabo Girão e da Ponta do Pargo englobando, cada uma, um monumento natural, uma paisagem protegida e um parque natural marinho”.